Pesquisar no Google

Pesquisa personalizada

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

RODANDO 26 DIAS PELO CHILE E ARGENTINA - DIÁRIOS DA VIAGEM

EXPEDIÇÃO CHILE-ARGENTINA 2017-2018
LINKS PARA OS RELATOS

Conseguir encontrar, no Blog, todas as postagens sobre a viagem pode ser um pouco complicado para quem não está habituado; e mesmo para quem está, dá um pouco de trabalho. Para facilitar os leitores estamos fazendo esta postagem geral na qual podem ser encontrados os temas e os links para os 18 Diários de Bordo. É um sumário com acesso direto aos conteúdos. E sinta-se à vontade para realizar seus comentários, se assim o desejar. Esperamos que esses textos possam ser úteis na programação e organização de suas próprias viagens.

Saindo do Brasil via Santa Cruz do Sul / Uruguaiana – http://solelua8.blogspot.com.br/2017/12/expedicao-chile-diario-debordo-1-dias.html




Chegando ao Oceano Pacífico: Valparaíso e Viña del Marhttp://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diariode-bordo-5-1.html


Santiago: Concha y Toro, Loja da HD e Sky Costanera – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-8.html

Santiago: turismo não guiado... fazendo nossas escolhas – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-8_6.html



Turistando em Antofagasta: Mano del Desierto e La Portada - http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-11.html

Rodando no trecho Antofagasta / Calama / San Pedro de Atacama - http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-12.html





Retorno ao Brasil: de Purmamarca a Foz do Iguaçu, passando por Salta e Corrientes – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-17.html

Voltando para casa (e turistando): Foz do Iguaçu / Ponta Grossa / Floripa – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-18.html

EXPEDIÇÃO CHILE-ARGENTINA 2017-2018
TRECHOS RODADOS E DISTÂNCIAS

As distâncias abaixo são as percorridas com o nosso carro. Não computamos as quilometragens realizadas com Vans, Ônibus, Uber e Táxi. Em Mendoza e San Pedro de Atacama fizemos todos os passeios através de agências, em transporte coletivo com guia. Em Santiago, além dessa modalidade também utilizamos Uber e Táxi. Em Foz do Iguaçu usamos transporte terceirizado apenas para o Tour de Compras em Ciudad del Este.

Florianópolis – Santa Cruz = 642 km
Santa Cruz – Uruguaiana = 532 km
Uruguaiana – Villa María = 840 km
Villa María – Mendonza = 604 km
Mendonza – Santiago = 363
Santiago – Valparaíso/Viña del Mar – Santiago = 273
Santiago – La Serena – Copiapó = 796
Copiapó – Taltal – Antofagasta = 544
Antofagasta – La Mano del Desierto – Antofagasta = 130
Antofagasta – La Portada – Antofagasta = 54
Antofagasta – Calama – San Pedro de Atacama = 320
San Pedro de Atacama – Purmamarca = 398
Purmamamarca – Tilcara – Purmamarca = 64
Purmamarca – Salta = 189
Salta – Corrientes = 812
Corrientes – Foz do Iguaçu = 620
Interno Foz do Iguaçu (Tours) = 65
Foz do Iguaçu – Ponta Grossa – Florianópolis = 940

TOTAL: 8.186 km (8.185,5 km no odômetro parcial “B”)

MAPA DO TRAJETO FLORIPA/SANTIAGO - https://goo.gl/maps/bnehu8ndYoK2

MAPA DO TRAJETO SANTIAGO/ATACAMA/FLORIPA - https://goo.gl/maps/rFX3xKnEHUm

EXPEDIÇÃO CHILE - DIÁRIO DE BORDO 18

EXPEDIÇÃO CHILE – Diário de Bordo 18
(16-19 de janeiro de 2018 – Retorno ao Brasil: Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Floripa)

Como dissemos no Diário anterior, na terça-feira 16 de janeiro entramos novamente no Brasil, tendo passado rapidamente pelo Free Shop de Puerto Iguazú (Argentina). Dali atravessamos a Aduana brasileira (e entendemos porque é tão fácil traficar drogas e armas para o país... simplesmente não há controle de entrada) e rumamos para o hotel reservado, o Mabu Interludium, onde ficamos até o amanhecer do dia 19. Como em alguns de nossos outros diários, nosso relato será temático.

ESTRADAS
(condições, polícia, pedágios e radares)

CHUVA E DURAÇÃO DA VIAGEM – nosso último dia de viagem incluiu exatamente 940,8 quilômetros, percorridos em 15 horas e 40 minutos (no total a viagem incluiu 8.185,5 quilômetros rodados e durou 25 dias e 16 horas). No conjunto correu tudo muito bem (com exceção da multa recebida da PRF... merecida... kkkk...). De Guarapuava até Balneário Camboriú rodamos com muita chuva... mas o Novo Vitara se comportou com perfeição... chegamos em casa inteiros e com muitas histórias para contar.

FOZ DO IGUAÇU – PONTA GROSSA – SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – a estrada estava (janeiro de 2018) em boas condições, mas apresentando algumas características que a tornam um pouco lenta: (a) possui, em grande parte de sua extensão, pista simples; (b) há alguns trechos com muitas curvas (em subidas e descidas da serra); (c) é o trajeto utilizado por muitos turistas que se deslocam para o litoral nesse período do ano (paraguaios, argentinos e brasileiros);e (d) existe trânsito intenso de caminhões (pelos motivos indicados anteriormente, nem sempre é fácil ultrapassá-los). Havia dois pontos com obras que devem ainda se prolongar por algum tempo: a construção de viadutos nos acessos à Cascavel e Guarapuava. Além desses pontos, também encontramos dois outros em obra, com pista única; nesses casos foi necessário parar e aguardar a liberação; mas eram obras pontuais de manutenção. Quanto aos pedágios, nesse trecho são 9, a um custo total que ultrapassa os R$ 100,00... um pouco caros para uma estrada não duplicada. Há radares no trajeto, regra geral antecedidos de placas indicativas; se não quiser ser pego é recomendável tomar cuidado e obedecer à sinalização; normalmente estão em trechos de redução de velocidade para 60 km/h ou 80 km/h. Também há diversos postos da PRF. Nós, e um grande número de outros motoristas e pilotos, fomos pegos em uma ultrapassagem em local proibido (faixa dupla amarela); multa e pontos na carteira. Não costumamos ultrapassar nessas situações; mas como os carros a nossa frente estavam realizando a ultrapassagem (de um caminhão lento na pista, em um local que permitia uma boa visibilidade), acabamos fazendo a coisa errada. O trajeto é bem servido de postos de combustível; também há diversas opções para lanches e um número menor para almoço. Almoçamos uma comida caseira muito gostosa no Restaurante Cata Galo, entre Cascavel e Guarapuava, próxima a Laranjeiras do Sul. 

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – FLORIANÓPOLIS – a BR 101 nesse trecho encontrava-se nessa data em muito bom estado. Foram 4 pedágios, com valores muito inferiores aos do trecho anterior... considerando que é uma pista duplicada (a outra é simples em quase toda a sua extensão), parece haver uma desproporção nos valores cobrados. Entre essas rodovias há também uma contradição: na pista simples a velocidade regular permitida é de 110 km/h; na rodovia duplicada a velocidade regular permitida é de 100 km/h... difícil de entender! Como em todas as estradas brasileiras, é necessário nesse trecho ter atenção à sinalização e aos radares (60 km/h, em especial da decida da serra; 80 km/h e 100 km/h). Há um número razoável de postos da PRF, mas não encontramos nenhuma blitz. A melhor opção para parada nesse trecho é o Posto Sinuelo, onde há boas opções de alimentação.

FOZ DO IGUAÇU
(cidade, hotel e principais atrativos)

Ficamos em Foz do Iguaçu durante 3 noites e 2 dias. Com esse calendário reduzido tivemos de limitar nossos passeios ao que cabia dentro do tempo disponível: Cataratas Brasileiras, Ciudad del Este (Tour de Compras), Itaipu Binacional e Templo Budista. Também acabamos dando uma passada no trajeto de saída da cidade, mas apenas para fotos, na Mesquita Muçulmana e no Marco das Três Fronteiras. A sugestão que deixamos é que se você for a Foz do Iguaçu para fazer turismo o ideal é reservar pelo menos 4 dias... não tivemos tempo de visitar as Cataratas Argentinas, que exigem um dia inteiro; também não fizemos nenhuma incursão noturno na Argentina (cassinos, restaurantes, shows de tango)... e além disso gostaríamos de ter dedicado mais tempo em pelo menos dois locais que visitamos, as Cataratas Brasileiras e o Templo Budista.



HOTEL – ficamos hospedados no Mabu Interludium. As suas instalações são excelentes: (a) na parte de uso privativo, o quarto é ótimo, a cama é grande, o banheiro excelente (dividido em dois ambientes, um com vaso e chuveiro e outro com um grande balcão com pia e torneira), tem frigobar, ar condicionado e TV a cabo; e (b) na parte comum, possui piscina, spa (com massagens e outros opções, com pagamento em separado) e um bom restaurante (um pouco limitado em termos de opções de bebidas e com um preço talvez um pouco elevado para os itens de alimentação, mas nada que comprometa). O único ponto negativo seria o fato de estar afastado do centro, impondo sempre deslocamentos de veículo próprio ou de táxi. Se o objetivo da viagem for descansar, é uma excelente opção. Possui um bom custo-benefício.

CATARATAS DO IGUAÇU (LADO BRASILEIRO) – essas cataratas são consideradas uma das 7 maravilhas da natureza. O local é efetivamente deslumbrante; não há muito o que dizer; é necessário visitar e ver e sentir ao vivo. É um dos pontos turísticos do Brasil que deveria estar na lista de todos; ninguém deveria ser privado desse visual e da energia que o local possui. O ingresso no parque depende da compra de entrada e só pode ser realizado nos ônibus especiais que fazem o trajeto periodicamente. Fomos de carro até a entrada e deixamos o carro no estacionamento oficial, que é mais caro, mas é monitorado e seguro. Descemos no ônibus no ponto de início da trilha e caminhamos por ela (aproximadamente 1 km) entre árvores e quatis (que andam soltos por todo o caminho) sempre com as imagens deslumbrantes das cataratas ao nosso lado direito. Quase no final há um mirante que adentra o rio e nos coloca diretamente em contato com a força das águas... apenas eu entrei no mirante e como estava sem capa de chuva voltei totalmente molhado (chegando ao carro tive de me secar e trocar a camiseta... mas valeu muito... é um local de muita energia). O parque oferece uma série de outros passeios, a pé e pelo rio; como a tarde iríamos a Ciudad del Este, nossa opção foi pelo tour básico, que dura em torno de 3 horas. Em frente ao Parque das Cataratas fica o Parque das Aves, que não visitamos. Quem tiver tempo disponível a indicação é realizar ambas as visitas no mesmo dia, utilizando manhã e tarde. Os parques possuem locais onde é possível almoçar.



ITAIPU BINACIONAL – existem diferentes opções para quem desejar visitar a Usina de Itaipu; vimos pelo menos 3: (a) uma apenas externa, (b) uma especial, que inclui tour interno e externo; e (c) uma que privilegia a parte mais ambiental. Fizemos o especial, que dura em torno de duas horas, sendo uma em circuito interno pelas instalações da hidrelétrica e outra de ônibus, pela parte externa, com paradas para fotos. Todos os passeios são precedidos de um vídeo sobre a Usina. Itaipu foi eleita uma das 7 maravilhas da Idade Moderna e é outro passeio que não deve deixar de ser feito por quem visitar Foz do Iguaçu. As visitas à Itaipu dependem do pagamento de ingresso; e no caso da visita especial é necessário realizar reserva antecipada porque há horários específicos e limites quantitativos de visitantes. Possui restaurante aberto ao publico.


TEMPLO BUDISTA – nossa visita ao Templo Budista foi muito curta; apenas uma volta a pé pelos seus pátios, observando os grandes Budas e outras imagens, e um ingresso rápido do templo em si. Além do pouco tempo disponível estava se armando um temporal e não queríamos ser surpreendidos por ele (acabamos sendo alcançados por ele pouco depois de sairmos do templo). É muito bonito; menor do que já visitamos no Rio Grande do Sul, mas igualmente impactante. Merece uma visita com mais tempo, para passear calmamente entre as esculturas, apreciando a beleza e a energia de cada elemento e espaço disponibilizados ao público. Não há cobrança de ingresso.

TOUR DE COMPRAS EM CIUDAD DEL ESTE – optamos por atravessar a fronteira de Van, utilizando o serviço da agência que atende o hotel. É possível ir de carro próprio (a exigência é possuir o seguro Carta Verde), mas o trânsito no Paraguay é caótico. Se você for de carro a sugestão é deixa-lo nos estacionamentos de um dos dois principais shoppings, o “del Este” e o “Paris”. Ambos possuem estacionamentos amplos e gratuitos para seus clientes; e ficam em quadras vizinhas, sendo possível ir de um ao outro a pé. Como tínhamos apenas 5 horas disponíveis saímos do hotel com 3 destinos bem definidos: os dois shoppings já referidos e a “Monalisa”, que fica distante dos 2 aproximadamente 500 metros (se vai a pé sem nenhum problema... apenas cuidando para atravessar as duas e desviando do mar de gente que anda pelas calçadas); esses locais foram recomendados por uma amiga que mora em Foz do Iguaçu e também pelo pessoal da agência de turismo. Comprar no Paraguay já não tem tantas vantagens como no passado; na maioria das lojas e para a maioria dos produtos os preços são muito semelhantes aos praticados do Brasil, com a vantagem de que em nosso país temos garantia para os produtos, certeza da procedência e um Código de Defesa do Consumidor a nos proteger. Mas indo de loja em loja e procurando foi possível comprar alguns Whiskies e Licores com bons preços; da mesma forma alguns produtos de beleza, perfumes e maquiagem. Além disso compramos alguns acessórios para a GoPro. Nossas compras ficaram dentro da cota, até porque o carro está cheio de malas... kkkk... para quase um mês na estrada, com variações bastante grandes de temperatura, levamos muitas malas... e também compramos alguma coisa de artesanato em Santiago, San Pedro, Purmamarca e Tilcara. Em resumo: não nos pareceu que compense sair de nossas cidades para ir a Ciudad del Este apenas para fazer compras (como já ocorreu no passado); mas se você for por outro motivo (turismo ou trabalho) até Foz do Iguaçu, reserve uma manhã ou uma tarde para algumas compras... garimpando se encontra bons preços... mas é necessário foco no que se busca e limitar a busca a locais confiáveis. Finalizando: há anos tenho buscado um chapéu panamá legítimo, de enrolar, e não consegui encontrar no Brasil, no Uruguai, no Chile e na Argentina... pois lá estava ele no corredor do primeiro shopping que entramos no Paraguay... fabricado no Equador, onde são feitos os melhores. É claro que comprei... e por um preço bastante razoável. Agora tenho um chapéu que posso facilmente carregar na motocicleta.

PONTA GROSSA
(Parque Estadual Vila Velha)


Nosso projeto incluía uma visita ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa no Paraná. O horário de visitação, conforme havíamos visto no site, seria das 8:00 às 15:30. Algumas situações ocorridas na viagem (erro de trajeto na saída de Foz do Iguaçu, parada em blitz da PRF e muita chuva) nos atrasaram e chegamos ao Parque um pouco depois das 16:00 horas, quando já estava fechado. Além disso chovia muito. Nos informaram que o passeio completo leva em torno de 3 horas, com guia, e que é realizado quase todo ele caminhando. A opção, mantido o passeio, seria dormir em Ponta Grossa (situação já prevista no projeto original) e realizar o tour no sábado pela manhã. Mas a previsão do tempo, indicando chuva, nos fez desistir e enfrentar a estrada até Florianópolis no mesmo dia. Deixamos esse passeio para um outro momento; a ideia é pegarmos um final de semana e irmos na sexta para Curitiba, realizarmos o passeio no sábado (o Parque fica a pouco mais de 100 quilômetros da capital paranaense), retornando para Curitiba no final do dia. Dessa forma poderemos realizar o passeio e também aproveitar duas noites em Curitiba. Será um passeio de motocicleta, em um final de semana ensolarado.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

EXPEDIÇÃO CHILE - DIÁRIO DE BORDO 17

EXPEDIÇÃO CHILE – Diário de Bordo 17
(14-16 de janeiro de 2018 – Argentina: de Purmamarca a Foz do Iguaçu, passando por Salta e Corrientes)

Este diário foi escrito em três momentos, uma para cada trecho percorrido. Acreditamos que assim ele ficou mais organizado e útil em termos das informações que contém.

Trecho 1 - De Purmamarca a Salta:

Distância: 189 quilômetros – esse trecho pequeno foi definido considerando nossa decisão de usar a manhã para passear por Purmamarca e região e retomarmos a viagem em horário próximo ao meio dia ou à tarde; também porque queríamos conhecer Salta, mesmo que de passagem.

Estrada: trechos em obras, alguns esburacados, e um há um desvio por estrada não pavimentada. Também encontramos animais na pista: caprinos, equinos e bovinos.

Combustível disponível na própria rodovia: possibilidade de abastecimento na entrada de Salta, a aproximadamente 150 quilômetros de Purmamarca.

Policia: muitos postos policiais e blitzes; não fomos parados nenhuma vez.

Nossa estada em Salta: chegamos na cidade em torno de 14:00 horas e ficamos hospedados no Hotel Almeria. Já tínhamos decidido que não faríamos turismo em Salta; seria um dia para comer, beber e descansar. O Hotel superou nossas expectativas, atendendo tudo o que desejávamos com nota máxima; tem um ótimo custo benefício. Como chegamos no domingo, que é o dia de folga do pessoal do restaurante tivemos de almoçar em outro local. Pedimos uma sugestão à recepcionista, que nos sugeriu o Charrua Restaurant, a apenas duas quadras do hotel. Lá fomos muito bem atendidos e matamos a vontade de comer uma boa carne... uma parrilla argentina muito bem preparada, acompanhada de arroz e salada mista... e de dois litros (kkkk...) da excelente cerveja que leva o nome da cidade. Retornamos ao hotel e dormimos até o final da tarde. À noite, depois da comilança do almoço tardio, optamos por tomar um café. O hotel, a nosso pedido, chamou um táxi; com ele nos dirigimos até o Shopping Alto Noa, que fica a aproximadamente 1 quilômetro. Passeamos um pouco por ele, tomamos um excelente café e retornamos para o hotel novamente de táxi (sobre os táxis a nossa experiência foi de carros pequenos e já com uma certa rodagem; o preço é bom).

Trecho 2 - De Salta a Corrientes:

Distância: 812 quilômetros – houve uma desproporção entre os trechos de Purmamarca até Salta e de Salta até Corrientes. Mas esse é um problema difícil de resolver porque praticamente não há cidades e hotéis entre Salta e Corrientes; uma opção mais equilibrada seria dormir em Joaquin Victor Gonzales, onde vimos que há um hotel; nessa opção teríamos um trecho em torno de 400 e outro em torno de 600 quilômetros. Essa opção também eliminaria aproximadamente 60 quilômetros representados pelo trecho de acesso da rodovia até Salta (tem mais ou menos 30 quilômetros, sendo necessário considerar ida e volta).

Estrada: em quase toda a extensão está muito boa, mas há um trecho em estado precário inicia exatamente no Posto Policial que existe na rodovia e se estende por aproximadamente 30 quilômetros (em direção à Salta). Há muitos buracos; é necessário extremo cuidado; ficamos ziguezagueando e trocando de pista o tempo todo. Quanto aos pedágios, há 3 nesse trecho. NAnimais na pista: ovinos, bovinos e equinos. Animais na pista: ovinos, bovinos e equinos.

Combustível disponível na própria rodovia: a aproximadamente 210 quilômetros após Salta, em Joaquim Victor Gonzales; em torno de 320 quilômetros após Salta, em Taco Pozo; e pouco mais de 600 quilômetros após Salta, em Presidencia de la Plaza. Há também um outro local, onde inclusive abastecemos, a uns 450 quilômetros de Salta; mas não recordamos o nome. Ou seja: não há problema maior para abastecer nesse trecho, mesmo de motocicleta; apenas é necessário ter cuidado e não esperar ficar na reserva.

Locais com alimentação disponível: esse é um problema nesse trecho; são longas retas, sem praticamente nada. Encontramos 3 locais com alimentação disponível e que consideramos aceitáveis, um inclusive com comida a quilo (mas no horário em que chegamos já não havia muita coisa, motivo pelo qual apenas abastecemos o carro, usamos o banheiro e compramos uma Pepsi-Cola Zero). Lanchamos em Joaquim Victor Gonzales e almoçamos em Presidência de La Plaza; em ambos os casos em lanchonetes anexas a Postos YPF; o almoço foi um delicioso hambúrguer com batatas fritas, tudo feito na hora... só que já passava das 15:00 horas. Então é melhor ter sempre junto um lanchinho para garantir.

Policia e radares: vimos alguns postos sem policiais; policiais mesmo encontramos apenas 3 vezes em toda a extensão de mais de 800 quilômetros; não fomos parados nenhuma vez. Encontramos um radar... é possível que tenham havido outros que não tenhamos visualizado.

Nossa estada em Corrientes: chegamos na cidade já muito próximo das 18:00 horas... foram 11 horas de estrada. Ficamos hospedados no Hotel Gran Guarani, bem no Centro, a uma quadra do calçadão. Isso nos permitiu, depois de tomar um bom banho, caminhar um pouco e pelo menos sentir os ares da cidade. A noite jantamos no restaurante do próprio hotel; amanhã queremos pegar a estrada bem cedo para chegarmos na fronteira com tempo para dar uma passada no Free Shop do lado Argentido; dizem que é mais confiável que ir fazer compras em Ciudad del Leste (que com certeza também vamos visitar... kkkk...).

Trecho 3 - De Corrientes a Foz do Iguaçu:

Distância: 620 quilômetros.

Estrada: no geral a estrada está boa, mas há trechos em obra, inclusive alguns com apenas uma pista (nesses casos, como no Brasil, a pista é liberada alternadamente). Como no trecho anterior, neste também há 3 pedágios. Novamente encontramos animais na pista: ovinos, bovinos e equinos.

Combustível disponível na própria rodovia: não há problemas maiores para abastecer nesse trecho, mesmo de motocicleta; apenas é necessário ter cuidado e não esperar ficar na reserva; há vários postos durante o trajeto.

Locais com alimentação disponível: como no anterior, não há muitas opções; acabamos comendo sanduiches frios de presunto e queijo com Coca-Cola como almoço... novamente vale o lembrete de levar alguma alimentação para consumir na viagem.

Policia e radares: encontramos vários pontos com barreiras, em especial da “Gendarmeria Nacional”; não fomos parados nenhuma vez. Encontramos pelo menos 4 radares... é possível que tenham havido outros que não tenhamos visualizado. Todos eles estavam em trechos de limite de 60 km/h; em todos havia a indicação de que a rodovia era controlada por radar. Ou seja, leve a sério a sinalização, tanto no que se refere ao limites de velocidade, quanto à presença de radares.

Aduana: primeiramente passamos pela Aduana argentina; como é saída do país o processo é bem tranquilo do que quando se entra; conferem se não há multas relativas ao veículo, carimbam os passaportes e liberam. Já a Aduana brasileira é uma “piada”... não havia ninguém... simplesmente passamos direto; ficamos pensando nos procedimentos de entrada no país pelos quais passamos tanto no Chile quanto na Argentina... sem comparação... realmente o Brasil tem de ser o campeão do contrabando, do descaminho e do tráfico internacional de drogas e de armas... a Aduana brasileira não é séria!

Free Shop da Argentina: depois de passarmos pela Aduana argentina aproveitamos e fomos ao Free Shop... nada que compense em termos de preços: cosméticos, perfumes e bebidas com preços muito semelhantes ao Brasil. A única loja na qual vimos preços compensadores foi na da Apple... mas neste caso temos o problema do limite de valor e, talvez, de garantia dos produtos.

********


Nosso próximo diário também abrangerá um conjunto de dias. Será sobre a segunda fase brasileira da viagem: nossa estada em Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.