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segunda-feira, 20 de março de 2017

YAMAHA XVS 950A MIDNIGHT STAR

A Yamaha Midnight Star 950 comprei há uns 5 anos e batizei de Blue Star. A Suzuki Boulevard 1500C tinha me dado alguns sustos em curvas e também achava ela muito pesada. As opções de porte médio na linha custon (ou aproximada), na época, eram bem limitadas: basicamente a Midnight, a Shadow e a Boulevard 800. Escolhi a Midnight pela excelente experiência que tinha tido com as duas Drag Star; e também pela beleza de suas linhas.

Rodei os primeiros 1.000 quilômetros em menos de um mês e já estava apaixonado. A Midnight é belíssima e o tamanho do tanque e o consumo também agradam para quem viaja. Mas o que encanta mesmo é a estabilidade e a dirigibilidade: maravilhosa. Você inclina com tanta facilidade e naturalidade nas curvas que as pedaleiras tocam o asfalto. É uma motocicleta muito leve de pilotar; e possui um centro de gravidade bastante baixo. E o seu guidão mais aberto, além da beleza que empresta lhe empresta, traz muito conforto ao piloto.

Tenho absoluta convicção de que foi uma das melhores motocicletas que pilotei em 40 anos; se fosse fazer uma comparação mais grosseira (sem considerar as diferenças de tamanho e estilo), diria que melhor que ela apenas a BMW R1200C (essa para mim continua imbatível... mas fora de linha há mais de uma década).

Não tenho nenhum receio de indicar a Midnight: se você quer uma custon de tamanho médio, leve para andar na cidade e robusta para enfrentar o asfalto, ela é a melhor opção. Além disso é, sem sombra de dúvidas, uma das motocicletas mais bonitas que rodam no país; e o seu ronco, que lembra um V8, é muito bonito. Se tivesse um HD estampado no tanque, teria muito mais destaque do que possui. Ainda vivemos, pelo menos em parte, de marcas...


Tenho um amigo, o Jairão, que já rodou 120.000 quilômetros com uma igual a que eu tive. E nem a correia ele trocou ainda. Apenas manutenção regular, com as trocas de óleos, pneus, pastilhas e demais componentes que possuem desgaste mais rápido. Outro amigo, o Thiago, também tem uma Midnight; a dele é mais nova (mas também azul) e completou agora 10.000 quilômetros. Pelo que eu sei também não tem reclamações.

É claro que não posso deixar de apontar alguns pontos fracos que percebi no período em que rodei com ela: o primeiro são os freios, sem ABS (uma motocicleta desse porte merece ABS); o segundo é o banco do garupa (esse facilmente solucionável; para a minha mandei fazer um banco sob medida com o Peninha, em Curitiba... um investimento que valeu cada real pago); o terceiro, na época em que eu comprei a moto, era a dificuldade de encontrar acessórios (acredito que hoje a situação seja diferente; o número de motocicletas desse modelo rodando pelo país é atualmente muito maior).



A Blue Star foi a motocicleta com a qual o MG Sol e Lua fez o maior número de participações em eventos e aniversários de motoclubes. Foi também a motocicleta com a qual fiz o Abraçando o Rio Grande. Vendi com algo em torno de 24.000 km, rodados em dois anos, para comprar uma Harley-Davidson, sonho antigo e que decidi realizar com a abertura da loja em Florianópolis.

Das motocicletas que já tive, considerando os aspectos desempenho e beleza, a Midnight e a R1200C são aquelas das quais ainda sinto saudades... se tivesse espaço para guardar várias motocicletas, elas estariam obrigatoriamente na lista. Como não tenho, fico apenas com a HD... mas sobre as HDs vou falar nas próximas postagens.

Um comentário:

Thiago da Silveira disse...

Realmente meu amigo Horácio, a Mid é uma excelente moto. Fiz sozinho o trecho Pelotas - Florianópolis em uma batida só. Entre paradas e descanso, cerca de 11 horas de viagem ao longo dos 700km. Cheguei muito bem, só um pouco cansado como é o normal. Retornei em 2 dias, fazendo 350km em cada e com garupa.
É a minha primeira motocicleta, sou apaixonado pela beleza e pelo tamanho dele. Com 1.86m não posso me dar ao luxo de andar com motos curtas ou pequenas, e a Midnight é perfeita para mim nesse sentido. Ao mesmo tempo que o ronco é muito bonito, ela é silenciosa para encarar horas e horas de viagem. Por onde eu paro na estrada, ela vira atração...muitas fotos, questionamentos e 99% das pessoas quando perguntam a marca já vem com a sentença: "'e uma Harley né?"

Muito feliz com a motocicleta e feliz em ver o retorno do blog.

Um grande abraço

Thiago da Silveira
Pelotas - RS