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sexta-feira, 11 de abril de 2008

A 250 da MZ Simpson... uma raridade em que poucos andaram

Em meados da década de 80 foi a vez de ter uma 250 cc da MZ Simpson, originária da já inexiste Alemanha Oriental. Sobre ela encontrei o seguinte texto na internet:


"Em 1984 a FBM [com sede em Cachoeirinha, RS] firmou um acordo com a fábrica MZ (Motorradwerke Zschopau ), da então Alemanha Oriental (DDR), com tecnologia das extintas DKW. Os brasileiros, acostumados à tecnologia japonesa, de Honda e Yamaha, viram-se diante de uma moto com tecnologia antiga, 2t, refrigerada a ar, com pedal de partida do lado esquerdo, pouco potente (21CV), contudo com uma fama mundial de resistência extrema e pouca manutenção. O modelo alemão, ETZ 250, era estranho, em termos de design, para o gosto dos brasileiros, mas o modelo nacional, batizado de MZ 250 RS, era bem resolvido nesta questão. Apesar dos esforços da FBM, a penetração mercadológica do modelo foi pequena. Em 1986, a FBM passa a denominar-se MZ Simson do Brasil. Neste mesmo ano, lança uma versão 'De Luxe' , a MZ 250 RSJ, com melhorias estéticas, e especula-se, mecânicas, estas nunca confirmadas pela fábrica.

[...]. Contudo, dificuldades financeiras tanto da ex-FBM, como da própria MZ alemã, levaram ao fechamento definitivo, em 1987, da MZ Simson do Brasil, após a produção de 11.840 unidades da MZ brasileira."

Embora todas as críticas feitas à ela e todas as esquisitices, entre as quais a que chamava mais a atenção fosse o pedal de arranque do lado esquerdo, era uma grande moto. Posso dizer com orgulho que fui proprietária de uma das únicas 11.840 MZs fabricadas no Brasil. Apenas que a minha vermelha e não azul como a da foto, que utilizei apenas de forma ilustrativa, pois a maioria de vocês que lêem este blog (e não devem ser muitos... rsss...) nunca devem ter visto uma.
Dela tenho uma lembraça em especial. Um dia, com chuvisqueiro e muito frio, mas muiiito frio, decidimos subir a serra, até Canela no RS, para assistir a uma prova do campeonato brasileiro de motocross. Eram 11 CBs 400, uma "viúva negra" (assim era chamada a 350 da Yamaha) e a minha MZ; ela foi motivo de gozação na saída. Mas na chegada fui o quarto, deixando 8 CBs bem atrás; utilizando a 4ª marcha e não a 5ª ela andava muito.
Foi também a primeira moto com a qual enfrentei uma distância um pouco maior; em 1987... putz, já faz tempo... fiz com ela os 642 Km de Santa Cruz do Sul, minha cidade natal no RS, a Florianópolis; foi apenas uma parada. Mochila e barraca na garupa fui conversar com meu orientador, levando na bagagem a primeira versão da minha dissertação de mestrado. Fiquei no Camping dos Eucaliptos, em Canasvieiras.
A MZ fou uma companheira que faço questão de não esquecer.

14 comentários:

FBM Motos disse...

Tenho uma MZ até hoje, e também não tenho o que reclamar.

Saudações,

FBM Motos
fbmmotos.blogspot.com

Horácio Wanderlei disse...

Tenho saudades da minha. Abraço.

Anônimo disse...

Eu ja possuí duas mz,uma branca,e uma vermelha,adorei essa maquina,infelizmente,aqui vc só acha mecanico de honda, yamaha,suzuki,e digo se eu achar uma mz por aqui eu compro.sem contar que ela é linda.

David Bezerra dos Santos disse...

Eu já possui duas mz,uma branca,e uma vermelha,adorei essa maquina,tanque meio redondo,estilo moto antiga,muito linda. Só que aqui em piúma não acha mecanico capacitado para a manutenção dela.

Anônimo disse...

eu tenho uma mz1985 mas eu adaptei ela com peças existentes no mercado pra facilitar a manutencao.ate q fico legal.

Anônimo disse...

Acabei de comprar uma tbm só que de leilão do detran, ela tá inteira..

Anônimo disse...

Tenho uma MZ250 RS desde zero, 1985. Agora estou recuperando ela. Tenho boas lembrancas...do ronco do motor suave.. náo vejo a hora de andar novamente... que máquina....

everton lff disse...

eu leio seu blog sim!

ahsuashausha

pulsação okut no brasil disse...

Eu também tenho uma moto mz250 ano 1986
essa moto eu comprei de alguém que estava com ela parada a dez anos e com dois meses que comprei eu fiz essa belezura funcionar...
hoje já me oferaceram 6.ooo reais nessa moto mas ainha não tive coragem de vender...
ass: zezinho

Gunther Retz disse...

Meu irmão e meu tio eram ambos fanáticos por motocicletas e lembro-me do lançamento da MZ. Como minha família é alemã meu tio já tinha vários artigos sobre a MZ. Curiosa é a história dela. Um engenheiro da MZ na Alemanha Oriental, um homem de quase dois metros de altura, tinha uma MZ 125 e a achava incapaz de suportar seu tamanho. Um dia ele resolveu construir um motor de 250 cc usando o máximo de peças da 125, quando terminou o trabalho, foi proibido de usar a moto! Não era admissível, num país socialista, um homem possuir uma moto diferente e mais potente que as demais. Tempos depois o projeto foi aproveitado comercialmente pela MZ. No museu de blinadsos de Munster (sem trema; não é a cidade antiga, é uma cidade onde há apenas um grande quartel de blindados) tem várias motos e carros Trabant da falecida DDR.

Anônimo disse...

Tenho uma MZ RS 250 funcionando tudo e emplacada, vou reforma-la e vou vende- lá.
Interessados sentem em contato CMG pelo e-mail
Luiz.amilivia@gmail.com

Gilson carlos da Conceição Conceição disse...

Tive a primeira MZ 250 RSJ ano 86 em 1991 porém não dei muita sorte com o desempenho da mesma. Existe um tal de "rotor" que só me dava dor de cabeça, morava no interior da Bahia e a manutenção dela era quase impossível, só tinha dois mecânicos que sabiam lidar com ela, as peças de reposição eram adquiridas na Ibramotos em são José dos pinhais (PR) nem sei se ainda existe,mesmo problemática me apaixonei pelo design da mesma e pela potência do motor, mesmo não tendo torque, após desenvolver velocidade não deixava desejar, apesar do motor com 250cc aclive acentuado com um garupa, só ia se fosse embalada.Como em tudo existe os prós e os contras, sinto saudades da "Maria Zilda" rsrs (MZ) como era muito conhecida na Bahia.

Carlos Marcio disse...

Tenho uma MZ 250 vermelha ano 85 para vender. Esta toda original, e esta parada há dez anos na garagem. Apenas troquei vela, bateria, cabos, filtro e óleo. Com certeza vale a pena para colecionadores e amantes dessa moto. E curiosamente sou morador na cidade que fabricavam esta moto (Cachoeirinha-RS). Vi algumas dessas naquela época circulando. Não tenho noção de valor, mas percebo estar com um patrimônio diferenciado. Caso hajá interessados entre em contato pelo email cmarciods@hotmail.com.

Unknown disse...

Já tive uma a 250 rs de 1986 e gostei demais. A minha era a branca com faixas azuis e vermelhas. Tenho saudades e se encontrar uma eu compro.