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sexta-feira, 11 de abril de 2008

As Hondas CB 400 e CB 400 II

No final dos anos 90, mais precisamente em 1987, quando me mudei de Santa Cruz do Sul (RS) para Florianópolis (SC) pela segunda vez, com a finalidade de cursar o Doutorado em Direito (a primeira foi em 1984, para cursar o Mestrado e a última em 1991, quando assumi como professor da UFSC), trouxe uma CB 400 prata na bagagem. Também ela, como a XL 250 (que cronologicamente vem depois da CB), foi fundamentalmente um meio de transporte para a Universidade e para a praia. Mas não posso negar que era uma grande moto; sempre gostei das CBs. Essa foi a minha primeira moto de porte médio (na época era bem grande; praticamente não existiam motos grandes do país nesse período; apenas algumas importadas).
Depois, já no início da década de 90, morando definitivamente na "Ilha a Magia", comprei uma CB 400 II. Vi o anúncio no jornal, negociei por telefone e fui buscar no interior de SC, em Canelinha. Verifiquei e estava tudo ok. Mas a grande surpresa foi quando fui emplacar; não quiseram fazê-lo porque seria uma motocicleta "roubada" já há algum tempo (penso que era algo em torno de dois anos). Sai desesperado do Detran. Mas nessa hora minha formação em Direito serviu para alguma coisa. Solicitei a informação sobre onde havia sido registrado o BO e procurei a delegacia; fiz "baixarem" os arquivos e me entregarem uma cópia. Não era furto e nem roubo: o proprietário tinha entregue ele mesmo a motocicleta e recebido um cheque sem fundos; era estelionado e portanto não cabia a apreenção do veículo, pois o mesmo não tinha sido tomado do proprietário. Retornei e delegacia e exigi a tranferência imediata da motocicleta para o meu nome e sua liberação, o que ocorreu; quando saia do Detran e pegava a moto passei pelo antigo proprietário que tinha sido comunicado e estava lá para retirá-la. Foi por pouco; ter cursado a Faculdade de Direito finalmente me tinha sido útil para alguma coisa.
Curti muito essa CB II; ela era cor de vinho, linda! Ia sempre com ela para a UFSC; era o único professor motociclista do Curso, como já relatei anteriormente. Acabei tendo de vendê-la mais tarde quando me mudei para o sul da ilha e não tinha grana para mantê-la e comprar um carro. E era difícil andar com ela nas estradas de areia, pegar chuva por 20 km para trabalhar... acabei tendo de ficar por algum tempo sem motocicletas; na realidade foram em torno de cinco anos, um longo e quase interminável tempo. Mas quando voltei a ter uma motocicleta foi pra valer: uma R 1200C da BMW. Mais adiante vou falar sobre ela. Como já devem ter visto fiz uma opção por falar sobre as minhas motocicletas ordenando-as por tamanho, da menor para a maior, e por marca, diferentemente do que tinha pensado no início, que seria em ordem cronológica.

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