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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA NO MOTOCICLISMO

Em 2016 o Marcelo (do The Riders) realizou um belo trabalho visando montar uma apresentação da Diretoria do HOG Florianópolis Chapter. Como nem todos os integrantes enviaram o material necessário, o projeto acabou não sendo concluído. Mas o meu ficou pronto... e acho um desperdício não divulgá-lo... ficou muito bonito. Parabéns Marcelo!
















segunda-feira, 20 de março de 2017

YAMAHA XVS 950A MIDNIGHT STAR

A Yamaha Midnight Star 950 comprei há uns 5 anos e batizei de Blue Star. A Suzuki Boulevard 1500C tinha me dado alguns sustos em curvas e também achava ela muito pesada. As opções de porte médio na linha custon (ou aproximada), na época, eram bem limitadas: basicamente a Midnight, a Shadow e a Boulevard 800. Escolhi a Midnight pela excelente experiência que tinha tido com as duas Drag Star; e também pela beleza de suas linhas.

Rodei os primeiros 1.000 quilômetros em menos de um mês e já estava apaixonado. A Midnight é belíssima e o tamanho do tanque e o consumo também agradam para quem viaja. Mas o que encanta mesmo é a estabilidade e a dirigibilidade: maravilhosa. Você inclina com tanta facilidade e naturalidade nas curvas que as pedaleiras tocam o asfalto. É uma motocicleta muito leve de pilotar; e possui um centro de gravidade bastante baixo. E o seu guidão mais aberto, além da beleza que empresta lhe empresta, traz muito conforto ao piloto.

Tenho absoluta convicção de que foi uma das melhores motocicletas que pilotei em 40 anos; se fosse fazer uma comparação mais grosseira (sem considerar as diferenças de tamanho e estilo), diria que melhor que ela apenas a BMW R1200C (essa para mim continua imbatível... mas fora de linha há mais de uma década).

Não tenho nenhum receio de indicar a Midnight: se você quer uma custon de tamanho médio, leve para andar na cidade e robusta para enfrentar o asfalto, ela é a melhor opção. Além disso é, sem sombra de dúvidas, uma das motocicletas mais bonitas que rodam no país; e o seu ronco, que lembra um V8, é muito bonito. Se tivesse um HD estampado no tanque, teria muito mais destaque do que possui. Ainda vivemos, pelo menos em parte, de marcas...


Tenho um amigo, o Jairão, que já rodou 120.000 quilômetros com uma igual a que eu tive. E nem a correia ele trocou ainda. Apenas manutenção regular, com as trocas de óleos, pneus, pastilhas e demais componentes que possuem desgaste mais rápido. Outro amigo, o Thiago, também tem uma Midnight; a dele é mais nova (mas também azul) e completou agora 10.000 quilômetros. Pelo que eu sei também não tem reclamações.

É claro que não posso deixar de apontar alguns pontos fracos que percebi no período em que rodei com ela: o primeiro são os freios, sem ABS (uma motocicleta desse porte merece ABS); o segundo é o banco do garupa (esse facilmente solucionável; para a minha mandei fazer um banco sob medida com o Peninha, em Curitiba... um investimento que valeu cada real pago); o terceiro, na época em que eu comprei a moto, era a dificuldade de encontrar acessórios (acredito que hoje a situação seja diferente; o número de motocicletas desse modelo rodando pelo país é atualmente muito maior).



A Blue Star foi a motocicleta com a qual o MG Sol e Lua fez o maior número de participações em eventos e aniversários de motoclubes. Foi também a motocicleta com a qual fiz o Abraçando o Rio Grande. Vendi com algo em torno de 24.000 km, rodados em dois anos, para comprar uma Harley-Davidson, sonho antigo e que decidi realizar com a abertura da loja em Florianópolis.

Das motocicletas que já tive, considerando os aspectos desempenho e beleza, a Midnight e a R1200C são aquelas das quais ainda sinto saudades... se tivesse espaço para guardar várias motocicletas, elas estariam obrigatoriamente na lista. Como não tenho, fico apenas com a HD... mas sobre as HDs vou falar nas próximas postagens.

sábado, 18 de março de 2017

Suzuki Boulevard 1500C - a nossa Eclipse


Sobre ela vou falar com mais calma em outro momento. Agora só vou deixar uma frase: é maravilhosa. Quem fala mal é porque tem inveja! (escrito em 18 de abril de 2008).

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O texto acima é da postagem original. Decidi agora (20 de março de 2017), com maior distância temporal, postar mais algumas observações sobre a Suzuki Boulevard 1500C. Inicio dizendo que a princípio ela atendeu a todas as minhas expectativas... e foi uma grande companheira  de estrada, batizada de Eclipse.

Com ela fizemos nossa primeira viagem ao Uruguai; e também participamos de dezenas de eventos e aniversários de Moto Clubes nos estados do RS, SC e PR. Sempre rodou bem, não nos deu nenhum problema mecânico e nos levou a todos os lugares aos quais decidimos ir.


Nessas viagens houve um trajeto de areia, da Estrada do Mar até a costa da Lagoa dos Patos no RS; e estrada de chão com barro, em Rio Negrinho e Guaramirim. E posso dizer que é bem difícil andar com ela em estradas de areia e de chão, com ou sem barro... mas ela não foi feita para esse tipo de estrada, então não posso apontar isso como um ponto negativo; apenas o seria se ela fosse uma todo terreno... mas ela é uma custon... e para uma custon até que se comportou bem... consegui fazer os trajetos sem nenhuma queda.


Há entretanto dois pontos negativos que não podem ser omitidos quando se fala da Boulevard 1500C: o freio deixa a desejar, em especial por não contar com ABS; e ela é ruim de curva, saindo de traseira (me deu um susto tremendo subindo a serra para Curitiba). Também achava ela muito pesada; mas agora rodando com a Ultra da HD sei que existem motocicletas ainda mais pesadas. Os bancos, em especial o do carona, também deixam um pouco a desejar, em especial em viagens mais longas. Para a Eclipse mandei fazer bancos sob medida com o Peninha, em Curitiba... foi um decisão totalmente acertada; o conforto aumentou muito.

A Boulevard 1500C vendi para um grande amigo, o Nísio, do MC Águia Negra, de Blumenau. Até a metade deste ano (2017) ele continuava com ela, que já está com mais de 50 mil quilômetros rodados e continua pronta para a estrada. Como é comum entre as marcas japonesas, as Suzukis dão pouca manutenção (o que não significa necessariamente uma manutenção de baixo custo).

quarta-feira, 13 de maio de 2009

MZ Simson 250

Essa é igual a que eu tinha... deu saudades!
Informações sobre a MZ podem ser encontradas em "Minhas motocicletas"; é só procurar o link no lado direito da página.


sexta-feira, 18 de abril de 2008

As BMWs R 1200C e RT 1100


Penso que não há muito o que dizer sobre as motocicletas da BMW. Apenas que são maravilhosas. A R 1200C comprei em 1998 e era marfim. Embora conheça algumas críticas a ela, inclusive o fato de ser uma custom descaracterizada, a vejo como uma das melhores motocicletas já fabricadas no mundo. Quando a vi na vitrine foi amor à primeira vista. Passava várias vezes na mesma semana na frente da loja, em São José, apenas para "namora-la". Um dia entrei para olhar de mais perto. Depois voltei, dei uma volta na quadra e comprei; foi impossível resistir. Fiz questão de equipá-la toda: ficou linda. Mas na na foto, na qual minha filha, ainda pequena, aparece sobre ela, ainda estava quase original; apenas aparecem as alças para os alforjes. Esteve comigo por dois anos, até vendê-la para construir uma casa. Nesse período andei apenas 5.000 km, principalmente dentro da ilha. Mas a viagem que fiz ao interior do RS foi inesquecível. Primeiro pela qualidade da moto ao rodar: parece que se está flutuando; a estabilidade é total (pode-se inclinar até praticamente tocar o joelho no chão) e os freios ABS são impecáveis. Depois pelo fato de que sai com chuva e chegando perto de Tubarão havia caído um ponte e fui obrigado a fazer um desvio de 30 km por uma estrada de chão batido, cheia de barro. Foi difícil; é uma moto pesada e inadequada para esse tipo de terreno; mas cheguei ileso de volta à BR 101.
A outra BMW foi uma RT 1100, bordô. Toda equipada, de fábrica. Uma delícia de andar, mas em trechos curtos. Não me adaptei à posição fixa de pilotar, quando em trechos maiores. Uma vez cheguei a sair com ela para a estrada, mas retornei depois de rodar pouco mais de 50 km; percebi que com a posição fixa das pernas, devido a carenagem, eu não resistiria; descobri que para viagens nada como uma custom. Ela ficou na garagem e eu viajei de carro. É uma moto diferenciada. Chama a atenção pelo para-brisa elétrico, pelo painel, pelo sistema de som, com o CD na gaveta do lado esquerdo e as caixas de som laterais, na carenagem. Mas não compraria outra. Para voltar à BMW teria de ser a R 1200C; mas essa saiu de linha. E no caso dela ainda houve uma outra experiência negativa: um vazamento de líquido de freio exigiu a troca do retentor e ela ficou mais de dois meses na oficina por falta da peça; e quando veio o preço foi absurdo, na época (2003) R$ 180,00 por uma pequeno anel de borracha.

Yamaha Drag Star 650


Vou começar dizendo que acho a Drag uma grande moto. Tive duas, uma 2004 e uma 2007. Com ambas viajei, não muito, mas viajei. O seu único defeito é o banco do carona, quando se quer viajar a dois; mas nada que uma troca não possa resolver.

Com a primeira andei muito em viagens curtas e também curtindo esta bela ilha. O distância mais longa foi ao interior do RS, para minha cidade natal, com a primeira delas. A segunda ficou comigo apenas meio ano, mas foi ela que nos levou, eu e a Sandra, ao aniversário do Cano Quente em Jaraguá, nossa primeira participação em um dessas festas maravilhosas. Só isso já é motivo para não ser esquecida.

As fotos que aparecem são, a primeira, da 2004, a segunda, de 2007... como podem ver são iguais, ambas prata. Das duas vezes queria comprar na cor preta; em 2004, ao ver a preta e a prata lado a lado, mudei de idéia; em 2007 queria novamente a preta, mas dessa vez não havia para entrega, e como o preço da que estava na loja era muito bom acabei repetindo a cor.



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Honda Shadow 600


Essa foi bem mais recente. Recebi como parte de pagamento em um negócio. Fiquei com ela menos de um ano, do final de 2006 até a metade de 2007.

Com ela fiz uma única viagem, ao RS. Se comportou bem na estrada, inclusive com chuva; tem boa estabilidade e responde bem. Mas, com o banco original, é desconfortável; aqueles botões acabam machucando depois de algumas horas. E tive uma certa dificuldade de administrar a corrente depois de quatro motocicletas com cardan (Virago 535, BMW 1200 C, BMW RT 1100 e Drag Star 650); por esse motivo acabei voltando para a Drag Star, pois já tinha tido uma e na categoria das custons médias sempre me pareceu a melhor opção, inclusive pelo melhor custo benefício.

Yamaha Virago 535

No início desde século... rsss... comprei uma Virago 535, verde. Foi difícil a adaptação. A moto anterior tinha sido uma BMW 1200 C... a diferença imensa!
Tinha vendido a BMW porque estava construindo; e como não conseguia ficar sem motocicleta acabei comprando uma menor; a escolha foi pela Virago porque tinha cardã. Sentia como se estivesse andando de patinete. Faltava motor; e quando acelerava um pouco mais ela vibrava muito.
Vejo muitos elogios a essa motocicleta; e vou evitar fazer críticas maiores; minha experiência foi limitada no tempo e o parâmetro que eu tinha de comparação me impede de fazer uma análise mais imparcial.
Depois dela voltei para BMW, dessa vez uma RT 1100. Mas sobre as motos maiores vou falar apenas mais tarde.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

As Hondas CB 400 e CB 400 II

No final dos anos 90, mais precisamente em 1987, quando me mudei de Santa Cruz do Sul (RS) para Florianópolis (SC) pela segunda vez, com a finalidade de cursar o Doutorado em Direito (a primeira foi em 1984, para cursar o Mestrado e a última em 1991, quando assumi como professor da UFSC), trouxe uma CB 400 prata na bagagem. Também ela, como a XL 250 (que cronologicamente vem depois da CB), foi fundamentalmente um meio de transporte para a Universidade e para a praia. Mas não posso negar que era uma grande moto; sempre gostei das CBs. Essa foi a minha primeira moto de porte médio (na época era bem grande; praticamente não existiam motos grandes do país nesse período; apenas algumas importadas).
Depois, já no início da década de 90, morando definitivamente na "Ilha a Magia", comprei uma CB 400 II. Vi o anúncio no jornal, negociei por telefone e fui buscar no interior de SC, em Canelinha. Verifiquei e estava tudo ok. Mas a grande surpresa foi quando fui emplacar; não quiseram fazê-lo porque seria uma motocicleta "roubada" já há algum tempo (penso que era algo em torno de dois anos). Sai desesperado do Detran. Mas nessa hora minha formação em Direito serviu para alguma coisa. Solicitei a informação sobre onde havia sido registrado o BO e procurei a delegacia; fiz "baixarem" os arquivos e me entregarem uma cópia. Não era furto e nem roubo: o proprietário tinha entregue ele mesmo a motocicleta e recebido um cheque sem fundos; era estelionado e portanto não cabia a apreenção do veículo, pois o mesmo não tinha sido tomado do proprietário. Retornei e delegacia e exigi a tranferência imediata da motocicleta para o meu nome e sua liberação, o que ocorreu; quando saia do Detran e pegava a moto passei pelo antigo proprietário que tinha sido comunicado e estava lá para retirá-la. Foi por pouco; ter cursado a Faculdade de Direito finalmente me tinha sido útil para alguma coisa.
Curti muito essa CB II; ela era cor de vinho, linda! Ia sempre com ela para a UFSC; era o único professor motociclista do Curso, como já relatei anteriormente. Acabei tendo de vendê-la mais tarde quando me mudei para o sul da ilha e não tinha grana para mantê-la e comprar um carro. E era difícil andar com ela nas estradas de areia, pegar chuva por 20 km para trabalhar... acabei tendo de ficar por algum tempo sem motocicletas; na realidade foram em torno de cinco anos, um longo e quase interminável tempo. Mas quando voltei a ter uma motocicleta foi pra valer: uma R 1200C da BMW. Mais adiante vou falar sobre ela. Como já devem ter visto fiz uma opção por falar sobre as minhas motocicletas ordenando-as por tamanho, da menor para a maior, e por marca, diferentemente do que tinha pensado no início, que seria em ordem cronológica.

A Honda XL 250

Confesso que nunca fui muito fã de motocicletas trail; sempre gostei mesmo é de andar no asfalto. Mas tive uma XL 250, que se pode dizer ser uma "moto clássica". A com um carborador, como a minha, foi uma moto disputada por anos... e ainda ontem vi uma rodando aqui perto de casa, super inteira.
Comprei ela usada no final dos anos 80, quando estava em Florianópolis estudando. Utilizei basicamente para ir à Universidade e à praia. Nunca me deu nenhum problema, mas também não tenho nenhuma lembrança especial que mereça referência neste espaço.

A 250 da MZ Simson... uma raridade em que poucos andaram

Em meados da década de 80 foi a vez de ter uma 250 cc da MZ Simpson, originária da já inexiste Alemanha Oriental. Sobre ela encontrei o seguinte texto na internet:


"Em 1984 a FBM [com sede em Cachoeirinha, RS] firmou um acordo com a fábrica MZ (Motorradwerke Zschopau ), da então Alemanha Oriental (DDR), com tecnologia das extintas DKW. Os brasileiros, acostumados à tecnologia japonesa, de Honda e Yamaha, viram-se diante de uma moto com tecnologia antiga, 2t, refrigerada a ar, com pedal de partida do lado esquerdo, pouco potente (21CV), contudo com uma fama mundial de resistência extrema e pouca manutenção. O modelo alemão, ETZ 250, era estranho, em termos de design, para o gosto dos brasileiros, mas o modelo nacional, batizado de MZ 250 RS, era bem resolvido nesta questão. Apesar dos esforços da FBM, a penetração mercadológica do modelo foi pequena. Em 1986, a FBM passa a denominar-se MZ Simson do Brasil. Neste mesmo ano, lança uma versão 'De Luxe' , a MZ 250 RSJ, com melhorias estéticas, e especula-se, mecânicas, estas nunca confirmadas pela fábrica.

[...]. Contudo, dificuldades financeiras tanto da ex-FBM, como da própria MZ alemã, levaram ao fechamento definitivo, em 1987, da MZ Simson do Brasil, após a produção de 11.840 unidades da MZ brasileira."

Embora todas as críticas feitas à ela e todas as esquisitices, entre as quais a que chamava mais a atenção fosse o pedal de arranque do lado esquerdo, era uma grande moto. Posso dizer com orgulho que fui proprietária de uma das únicas 11.840 MZs fabricadas no Brasil. Apenas que a minha vermelha e não azul como a da foto, que utilizei apenas de forma ilustrativa, pois a maioria de vocês que lêem este blog (e não devem ser muitos... rsss...) nunca devem ter visto uma.
Dela tenho uma lembraça em especial. Um dia, com chuvisqueiro e muito frio, mas muiiito frio, decidimos subir a serra, até Canela no RS, para assistir a uma prova do campeonato brasileiro de motocross. Eram 11 CBs 400, uma "viúva negra" (assim era chamada a 350 da Yamaha) e a minha MZ; ela foi motivo de gozação na saída. Mas na chegada fui o quarto, deixando 8 CBs bem atrás; utilizando a 4ª marcha e não a 5ª ela andava muito.
Foi também a primeira moto com a qual enfrentei uma distância um pouco maior; em 1987... putz, já faz tempo... fiz com ela os 642 Km de Santa Cruz do Sul, minha cidade natal no RS, a Florianópolis; foi apenas uma parada. Mochila e barraca na garupa fui conversar com meu orientador, levando na bagagem a primeira versão da minha dissertação de mestrado. Fiquei no Camping dos Eucaliptos, em Canasvieiras.
A MZ fou uma companheira que faço questão de não esquecer.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A última 125 - Agrale

Essa passou muito rapidamente pela minha vida. Foi em 1991, logo que assumi como professor da UFSC. Fui o primeiro professor motociclista do Curso de Direito da UFSC; também tinha sido o primeito no Curso de Direito da UNISC, no RS, nos anos 80; atualmente acredito que continue sendo o único; sei que os professores Aires e Portanova tiveram motocicletas, mas acredito que neste momento não tenham mais. O amigo Edmundo tem, mas ele não conta porque está licenciado. Acho que isso faz vocês entenderem um pouco porque as universidades são lugares de pessoas tão chatas. Ih! Falei demais!
Recebi a motocicleta como parte de pagamento de um pequeno ap que eu tinha. Andei com ela pouco mais de um mês. Era uma trail com refrigeração a água; e o radiador dela vazava, pouco mas vazava; tinha de ficar cuidando para não fundir o motor. A única boa lembrança que tenho é de ter na sua garupa a bela Anne (desculpa Lua!), minha primeira namorada em Floripa.

Mais 125 cc - Yamaha RS e RX

No início da década de 80 a concorrente direta da Honda no Brasil era a Yamaha. As suas motocicletas, diferentemente das da Honda, tinham motores 2 tempos, hoje proibidos em razão de serem altamente poluidores; uma senssata medida em defesa do meio ambiente. Esses motores exigiam que além da gasolina se utilizasse óleo 2 tempos, que era misturado à gasolina através de um sistema presente na própria motocicleta (era feita a mistura diretamente no tanquei). Para isso elas contavam com um reservatório em separado, no qual era colocado o óleo; acompanhar o nível do óleo era fundamental, sob pena de o motor "ir pro saco". Da Yamara tive duas 125 cc, uma RS e uma RX.
A RS eu comprei usada, mas na revenda autorizada (a concessionária se chamava Etges e ficava na minha cidade Natal, Santa Cruz do Sul, RS). Foi uma boa companheira. Sempre lembro que um dia fui jogar futebol na AABB de Rio Pardo (fui funcionário do BB de 1976 a 1984 e no início da década de 80 presidi essa AABB - lembranças de um passado em parte muito feliz, pelas pessoas com as quais convivi, mas também muito chato pelo trabalho no BB; sinceramente, ser bancário é muiiito chato)... bem, voltando ao caso, nesse dia o filho de um colega derrubou a moto estacionada, o que provocou um leve afundamento em um dos lados do tanque, de cor vermelho escuro; preferi apenas mandar "alisar com massa" e colocar um decalco de águia; acredito que ficou legal, personalizada.
A RX comprei nova. Não lembro de ter me dado qualquer problema. Também foi uma boa companheira. Era marrom; uma cor estranha para uma motocicleta, mas também diferente. Quer dizer, diferente se fosse hoje; na época era a cor na qual a fábrica produzia e portanto se encontrava muitas delas nas ruas.

Continuando nas 125 cc - Hondas CG e Turuna

A CG azul da qual falei na postagem foi a primeira mas não a minha última 125 cc da Honda. Tive ainda uma Turuna na cor vermelha e uma outra CG, desta vez em azul bastante claro.
A Turuna era um grande motocicleta. O seu guidão era em altura média, uma novidade para a época. O tanque tinha capacidade para mais de 10 litros, propiciando portanto uma grande autonomia; a tampa de combustível contava com uma sobretampa preta que abria com dobradiça como acontece com algumas motocicletas grandes atuais. E ainda havia o freio a disco, uma luxo para uma 125 no início dos anos 80. Curti muito.
A segunda CG foi minha última 125 na década de 80. Com ela participei da minha única campanha política; fui candidato a vereador em uma pequena cidade do interior no RS no ano de 1982, ano também da conclusão do meu Curso de Direito. Foi também a motocicleta que mais me deu trabalho. Tinha um problema crônico no alternador; começava a falhar e acabava me deixando na mão; foi feito (enrolado) em torno de 10 vezes; a única solução foi trocar; o pior é que só aconteceu depois de sair da garantia. Meu amigo e mecânico Brandt sofreu com ela; até hoje quando nos encontramos falamos sobre ela; ainda este ano em janeiro, quando estive em minha cidade natal, conversamos muito tomando chimarrão e ela voltou a ocupar parte do nosso tempo. Dessa não tenho saudades, mas curiosamente é a única da década de 80 da qual tenho uma foto, em função da campanha para vereador; provavelmente não foram muitas CGs que receberam "decoração" do tipo que ela recebeu. Para evitar uma possível politização de um tema que não tem essa conotação não vou postar a foto.

sábado, 15 de março de 2008

A primeira a gente nunca esquece - Honda CG 125

A partir da adolescência começou o meu namoro com as motocicletas. Todo dia eu passava na frente da loja da Suzuki, na minha cidade natal, quando ia e voltava da escola,. Na época (segunda metade da década de 70) todas as motocicletas disponíveis no mercado (e não eram muitas) eram importadas. Confesso que desde aquele momento sempre tive um flerte com as Suzukis (na época a 125 e outra, que pelo que lembro era uma 250 cc); mas só agora, mais de 30 anos depois esse flerte virou casamento. Também havia na minha cidade revendas da Yamaha e da Honda. Na Yamaha as motos que havia eram a cinquentinha (ainda a importada) e uma trail de 100 cc. Na Honda havia a 125 cc importada (precursora da CG, hoje Titan) e depois a 250 e a 360 cc (essa também sempre foi uma paixão, nunca realizada).
Mas minha primeira motocicleta foi mesmo uma CG 125. Era a primeira Honda nacional, no final dos anos 70 (a primeira motocicleta nacional da Yamaha foi uma cinquentinha... e a Suzuki só nacionalizou modelos muito mais tarde). A CG vinha nas cores azul e laranja. Comprei a azul e tirei os decalcos do tanque; mais tarde coloquei uma carenagem que era encaixada na frente da motocicleta e amarrada nos piscas. Não sabia pilotar e não tinha carteira, nem de carro. Cheguei na loja, no sábado após a compra para buscá-la. O Brandt (o mêcanico da loja, meu amigo e irmão até hoje) me deu as principais orientações; recebi o manual e um guia de direção defensiva. Sai andando. A tarde fui para uma estrada de chão batido e comecei a aprender a pilotar, sozinho. Também foi com ela que tirei a minha carteira e cai o primeiro tombo... entrei um pouco acima da velocidade recomendada em uma curva em que o calçamento estava coberto de areia; danos para ela; eu sai apenas com arranhões leves. Passado mais de um ano, em uma crise financeira da família tive de vendê-la. Mas a primeira a gente nunca esquece. Foi uma ótima companheira. Com ela namorei, fui trabalhar na cidade vizinha, fiz amigos com os quais encontrava nos finais de semana e passeava, ia praia e cometia algumas imprudências, o que é próprio da idade.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Minhas motocicletas

Nas próximas postagens vou tentar contar um pouco da minha relação com as motocicletas. São mais de 30 anos que se iniciaram em 1979 com uma CG 125. Nesse período passei por quase todas as marcas (Honda, Yamaha, FBM, Agrale, BMW e Suziki, nessa ordem); e por modelos que vão das 125 até às 1500. A idéia é falar dessa relação, dentro do possível, em ordem cronológica, mas agrupando por marcas e modelos. Vamos ver no que dá.