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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

RODANDO PELO OESTE AMERICANO (7)

RODANDO PELO OESTE AMERICANO – 19/9/2018
Pós-diário de Bordo 7 – Page
(Monument Valley)

O dia amanheceu mais frio que os anteriores; e a previsão do tempo para o dia incluía chuva no deserto. Levantamos, nos vestimos e descemos para tomar o café. O café estava excelente, no padrão americano. Alimentados retornamos ao quarto para pegar alguns itens necessários para o dia de estrada.
Os acessórios para rodar (joelheiras, luvas, capacetes e jaquetas) ficaram durante toda a viagem na motocicleta: umas das vantagens de rodar com um Ultra Limited é exatamente as amplas malas com chaves. Também já estavam nas malas as capas de chuva, lá colocadas já no primeiro dia.
Esse foi um dia diferente porque retornamos ao mesmo hotel, em Page. A saída foi pela manhã, no horário padrão (com o atraso padrão), retornando para o mesmo local da partida... com isso tivemos um dia sem necessidade arrumar as malas.
O trajeto (https://goo.gl/maps/KP9KDv4Eqcq) do dia foi de aproximadamente 400 quilômetros (ida e volta), rodando por paisagens deslumbrantes do Arizona até chegar ao Monument Valley National Park, já no estado de Utah.
O primeiro ponto que queremos deixar registrado é que rodar por essas estradas do Arizona foi um retorno aos tempos de criança. A cada trecho lembranças dos filmes de cowboy assistidos nos anos 1960 e 1970... de John Wayne e dos Westerns (faroestes) que embalaram nossa infância (minha muito mais do que da Sandra). Mas a imagem que mais me vinha a mente era de um filme recente: Cowboys e Aliens; a explicação provável é que além de ele se passar integralmente nessa região, foi assistido há muito menos tempo.
O segundo ponto a ser destacado nesse dia foi o tempo: frio e chuva no deserto do Arizona. Nos outros dias rodamos com tempo muito seco, com baixa umidade do ar; e com temperaturas que chegaram aos 41,5ºC. Já o quarto dia rodado de motocicleta nos trouxe chuva, vento e uma temperatura que chegou aos 11,5ºC.
Quando saímos do hotel o tempo já estava um pouco mais fresco do que de costume. Mas foi na estrada que a chuva nos alcançou e a temperatura caiu. Eu e Sandra, seguindo a orientação recebida da HT, tínhamos levado capas de chuva; e isso fez diferença. A temperatura baixa, com chuva e vento, traz um grande desconforto físico se você não estiver devidamente protegido. Acabamos usando apenas as jaquetas de chuva; as pernas, considerando que usamos joelheiras o tempo todo, estavam bem protegidas.
Mas quando olhava para os demais motociclistas do grupo, muitos de camiseta, me colocava no lugar deles e chegava a sentir o frio cortante e o quanto eles deveriam estar sofrendo, em especial aqueles que estavam em motocicletas menos protegidas (as Ultra Limited possuem aquecedor de manoplas e o morcegão e as os depósitos do líquido do radiador existentes no mata-cachorro protegem bastante do vento e mesmo da chuva).
Dessa situação ficou a confirmação de que devemos sempre carregar na motocicleta (e/ou no corpo) os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários. Em períodos mais frios uma opção é rodar com roupas especiais, de cordura (com ou sem forro térmico, dependo da temperatura), que servem tanto para aquecer quanto para proteger das intempéries. É o que fazemos regularmente, com exceção do verão, quando usamos uma roupa mais leve e levamos junto as capas de chuva.
Retornado ao passeio em si: esse foi um dia que realizamos o sonho de muitos, conhecer e rodar pelo EUA, entre os estados de Arizona e Utah, em pleno deserto, vislumbrando a cada trecho as imagens que no passado tínhamos visto nas telas de cinema. Foi o dia em que mais curtimos a paisagem que nos abraçava enquanto a motocicleta acelerava em meio ao nada. Será um dia ficará para sempre em nossas lembranças. Além disso foi um momento raro: poucos são os viajantes que poderão contar que rodaram de motocicleta no Deserto do Arizona com frio e chuva.
Próximo ao meio dia chegamos ao nosso destino, o Navajo Tribal Park (https://navajonationparks.org/tribal-parks/monument-valley/), no estado de Utah. Lá tiramos muitas e muitas fotografias; não sabemos se foram as mais bonitas, mas com certeza foram as mais marcantes da etapa da viagem realizada sobre duas rodas.















O Parque Monument Valley da Nação Navajo é um dos mais majestosos e mais fotografados locais do planeta. Esse grande vale possui esculturas naturais de arenito que se elevam a alturas de 120 a 300 metros, emolduradas por nuvens que projetam suas sombras no chão do deserto.
Depois da longa sessão de fotos almoçamos no próprio local, no restaurante que fica no Centro de Visitantes. Comemos belos hambúrgueres... só para manter o hábito... kkkk... Depois do almoço vagamos um pouco pela loja de souvenires que há no local, onde compramos camisetas e imãs de geladeira. Entretanto, o que mais chamou nossa atenção foram as joias (ou semijoias) artesanais produzidas pelos Navajos, que são os administradores do local. Belíssimas... da mesma forma os preços.


Saindo da loja, mais algumas fotografias, um breve descanso, e a chuva chegando. Fomos todos para o estacionamento para pegarmos as motocicletas, a estrada, e retornarmos ao hotel. Colocamos as jaquetas das capas de chuva para nos proteger; a chuva da tarde foi mais longa e forte do que a que pegamos pela manhã. No retorno a mesma beleza e as mesmas lembranças... apenas agora com menos Sol.


No meio da tarde tivemos uma parada para abastecimento das motocicletas e para fazer um lanche rápido. Depois rumamos para o hotel, onde se repetiu a recepção de sempre: cerveja gelada e Jack Daniels. O Bourbon aqueceu o corpo e a alma, em especial daqueles que sofreram com o frio e a chuva sem a proteção adequada.
Para a noite decidimos jantar com o restante no grupo em uma “churrascaria” tradicional americana. Fomos praticamente os últimos a chegar ao restaurante, que estava lotado. Tivemos que aguardar na fila. Quando conseguimos sentar e fomos fazer o pedido, praticamente todas as opções do cardápio já estavam esgotadas. Tivemos de pedir o prato que restava disponível; e cerveja. Além disso, sentamos parte externa do estabelecimento, em um espaço coberto de lona e plástico; e estava um pouco frio.































Depois de jantar ficamos um tempo conversando com os companheiros de viagem, mas não muito. A opção foi retornar cedo para o hotel onde um espumante californiano nos aguardava no quarto. A qualidade dos vinhos e espumantes produzidos nos EUA foi uma surpresa extremamente positiva. Consumimos várias garrafas, regra geral a noite, nos quartos dos hotéis. São bem mais baratos nas lojas de bebidas do que nos bares e restaurantes; e são uma ótima opção para fechar a noite e relaxar. 

E assim se encerrou nosso penúltimo dia da parte motociclística da viagem. No dia seguinte retornaríamos para Las Vegas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

RODANDO PELO OESTE AMERICANO (2)


RODANDO PELO OESTE AMERICANO – 13-14/9/2018
Pós-diário de Bordo 2 – Viajando para os EUA

Como dissemos no pós-diário de bordo anterior optamos por voos com tempos de conexão mais longos. Isso levou a que o nosso tempo em aeroportos e aviões fosse, em tempo real, superior a 24 horas (no relógio esse tempo foi menor em razão da diferença de fuso horário que era de 2 horas a menos na chegada nos EUA, em Houston, e de 4 horas a menos no nosso destino final, Las Vegas).
Nosso primeiro embarque, no aeroporto de Florianópolis, estava com decolagem marcada para às 15:15, com chegada em Guarulhos às 16:30. Considerando a necessidade de chegar ao aeroporto com a antecedência solicitada e ao fato de que tínhamos bagagem para despachar a opção foi ir cedo (saímos de casa em torno de 12:30) e almoçar no restaurante do aeroporto (que em Floripa é muito bom e tem um preço justo). Dessa forma evitamos o horário mais complicado de trânsito na região onde moramos (no entorno da UFSC) e tivemos tempo de sobre para as filas sempre existentes no aeroporto.
Como a estada fora do país seria de 21 dias, ir para o aeroporto com o nosso carro não era uma opção válida (o custo do estacionamento seria muito alto, um gasto desnecessário). Então decidimos usar o Uber; chamamos um Uber Select para termos um carro maior, no qual coubesse toda a nossa bagagem. Quando chegou o carro e abrimos o porta-malas havia o kit gás... uma situação atualmente bem comum em carros da Uber e também em táxis... e o carro que era grande ficou pequeno. A sugestão da motorista foi colocarmos duas malas no banco da frente, ao seu lado; foi solução. Mas fica a dica: quando for viajar com muita bagagem é necessário planejar o deslocamento para o aeroporto; a maioria dos carros da Uber e táxis não comportam mais de 3 malas.
Chegando ao aeroporto fomos direto para o check in, que foi bastante rápido. Tínhamos pesado nossas malas em casa e as quantidades estavam dentro dos padrões permitidos para as passagens adquiridas. A nossa ideia, quando saímos de casa, era fazer o check in e embarcar as malas apenas até São Paulo; e lá retirarmos as malas na esteira e então realizarmos o check in no trecho internacional... mas não foi o que aconteceu. O check in já foi feito para o voo completo, até Las Vegas. Apenas, em razão do procedimento de imigração, teríamos de retirar as bagagens na esteira, em Houston, e reembarca-las para Las Vegas.
Nosso voo decolou no horário e o posou também dentro do horário. Na prática isso gerou um período razoavelmente longo de espera no aeroporto de Guarulhos. Descemos e tivemos de atravessar todo o aeroporto (nessas situações ter conexões com horários folgados é uma garantia de que você não perderá o embarque); a Avianca (embarque/desembarque nacional) fica bem distante da United Airlines (embarque/desembarque internacional).
Como tínhamos tempo decidimos dar uma olhada nos preços do Free Shop: quase um assalto. O dólar cotado a R$ 4,72 para compra na loja de câmbio; os preços na loja da Apple no mesmo patamar ou até mais altos do que nas lojas fora do aeroporto; da mesma forma os demais produtos; tudo muito caro. De qualquer forma não era intenção comprar nada; apenas aproveitamos o tempo para conferir os preços e poder comparar com os encontraríamos em território americano, bem como para saber se valeria a pena deixar algo para comprar na volta (há quota específica para as compras no Free Shop, não cumulativa com a cota para as compras em território americano).
Depois dessa conferência buscamos identificar o portão de embarque. Feito isso, o passo seguinte foi encontrar um bom local para comer algo e tomar uns chopes... e que tivesse tomada para carregar nossos celulares. Sabíamos que eles precisavam ter bateria na hora da entrevista na imigração pois poderiam pedir para que fossem ligados para conferência. Fizemos um lanche e tomamos chope (eu tomei dois canecos de 500 ml... kkkk...). Quando o horário de embarque se aproximou fomos para o portão que já havíamos identificado anteriormente.
No local de embarque descobrimos que nossos cartões deveriam ser substituídos pelos da United (essa é uma dica importante; se o check in inicial for feito para todo o trajeto, as empresas americanas substituem os tickets recebidos da empresa que fez o voo nacional pelos seus; então é indicado chegar um pouco antes e ir ao balcão de embarque para providenciar a troca); mas foi rápido e no próprio local. O embarque também foi tranquilo.
Havíamos marcado nossos assentos nas filas laterais, onde há apenas duas poltronas. Essa é outra recomendação importante quando se viaja em casal. Essas poltronas laterais, além de mais privativas, facilitam as saídas eventuais para ir ao banheiro ou simplesmente para dar uma esticada nas pernas. Dessa forma pudemos nos acomodar sem maiores problemas; e a nossa bagagem coube toda acima dos nossos assentos. Mas para conseguir acesso a elas o recomendável é realizar as reservas antecipadamente, quando da compra das passagens (lembrando que nem todas as companhias permitem que isso seja feito; e há outras que cobram para a reserva antecipada dos assentos).
Nos voos internacionais (como já ocorre em muitos voos nacionais) há internet disponível (mediante pagamento) e um conjunto de filmes e programas que podem ser assistidos (gratuitamente) na sua poltrona. Os filmes disponíveis eram bem recentes e aproveitei para assistir um que ainda não tinha visto.
Nesses voos de longa duração também é servido jantar com comida de verdade; havia duas opções disponíveis, a escolha dos passageiros: carne com polenta ou frango com arroz. A comida estava quente e era bem saborosa. Além de água e refrigerantes também foram servidos vinhos e cervejas; como tínhamos tomada chope, optamos pela cerveja para evitar problemas oriundos da mistura de diferentes bebidas (lembrando que na altitude, e com menos oxigênio disponível, o álcool produz efeitos mais fortes com menores quantidades de consumo; então é sempre aconselhável não exagerar).
Depois de jantar assistimos aos filmes escolhidos (de forma individual). Enquanto assistia o filme tomei um medicamento leve para dormir; tenho insônia e precisava descansar para estar inteiro no dia seguinte... havia a imigração, o desembarque em Las Vegas, e tínhamos combinado de ir à loja da HD para ver as luvas e botas de que precisávamos. Dormimos bem e acordamos quando as luzes do avião acenderam e foi servido o café da manhã.
O avião pousou; pegamos nossas bagagens de mão e descemos. Era a momento que mais nos preocupava na viagem: tínhamos de ir até a imigração, passar pela entrevista e revista, pegar nas esteiras as nossas malas que foram despachadas no Brasil e despacha-las novamente. E a informação que tínhamos era que o aeroporto de Houston, onde estávamos, era o mais lento nesse procedimento; o receio era uma demora muito grande que pudesse nos fazer perder a conexão.
O deslocamento até a imigração foi tranquilo, embora um pouco (não muito) demorado. Chegando ao local fomos dirigidos para a fila de estrangeiros. O primeiro passo foi a conferência dos nossos passaportes em equipamentos de leitura ótica; são eles que liberam os portões para que se possa passar para a etapa seguinte, a entrevista da imigração; nesse momento também somos fotografados. Havia fila tanto para acessar os equipamentos de leitura ótica quanto para a entrevista com os agentes da imigração. Mas como as filas não estavam muito longas e havia um número grande de equipamentos, não foi demorado; algo entre 20 e 30 minutos até estarmos frente a frente com o nosso “inquisidor” ... kkkk...
A Sandra tinha se preparado para esse momento; ela fala razoavelmente o inglês e fez um pequeno curso de conversação nos dois meses que antecederam a nossa viagem. Eu consigo ler um pouco, mas não falo e nem entendo praticamente nada. Tínhamos em mãos nossos passaportes, nossas reservas dos voos de retorno, seguros saúde, dólares e cartões de crédito (eles podem pedir que você comprove que tem dinheiro para se manter no país durante o período indicado) e também o endereço do hotel em Las Vegas; além disso levamos junto, impressa, a programação do “Route 66 Express”.
Quis o destino que o agente de imigração que nos atendeu fosse latino e falasse espanhol... ficou bem mais fácil. Fez as perguntas de praxe: qual o motivo da vinda aos EUA, para onde iríamos, etc... há uma pergunta que eles sempre fazem e que é importante ter clareza sobre o seu sentido: se você está trazendo algo para outra pessoa. Essa pergunta não é sobre se você está trazendo presentes para alguém (a Sandra entendeu dessa forma), mas sim se você está trazendo bagagem de outra pessoa em seu nome; esse é um expediente comumente utilizado pelo narcotráfico; então a resposta deve ser não (e não apenas a resposta para a pergunta; você não deve, em nenhuma hipótese, despachar como sua bagagens de terceiros, estejam ou não no voo).
Respondidas as perguntas, ele deu um largo sorriso quando dissemos que íamos fazer a Route 66 de Harley-Davidson... deu boas vindas, desejou uma ótima viagem e nos liberou. Na sequência passamos, nós e as nossas bagagens, pelo detector de metais. Tudo tranquilo: estávamos nos EUA. Agora era encontrar a esteira, pegar nossas bagagens que vieram no compartimento de carga e despacha-las novamente.
Encontrar a esteira e depois despachar as malas novamente foi o que nos tomou um pouco mais de tempo; nos perdemos um pouco dentro do aeroporto e tivemos de pedir ajuda. Novamente o fato de termos escolhido voos com maior tempo de conexão nos favoreceu e permitiu que conseguíssemos realizar todos os procedimentos a tempo de estar no portão para o embarque dentro do prazo exigido.
Embarcamos novamente e voamos para Las Vegas... voo tranquilo. No aeroporto de Las Vegas demoramos um pouco para encontrar a esteira onde estavam nossas bagagens... mas encontramos, e estavam todas elas lá. Como o aeroporto tem wi-fi livre conseguimos contatar, pelo WhatsApp, o pessoal da HT que já nos esperava no aeroporto.
Além de nós havia chegado um pouco antes o grupo de Curitiba; mas eles tinham de fazer a imigração em Las Vegas (vieram no voo direto), de forma que no final nossos horários de saída do aeroporto praticamente coincidiram. A HT estava à espera com dois veículos, um para os passageiros e outro para as bagagens.
Todos e tudo embargados, fomos para o hotel... mas eram 10:00 horas da manhã e o horário do ckeck in era apenas às 15:00. A solução foi deixar as malas no depósito do hotel e sair para as compras... alguns optaram por almoçar e depois irem para a loja da HD; outros, entre os quais nós, optaram por ir direto para a loja da HD e almoçar depois. Pegamos um Uber com o Carlos e a Aline, de Curitiba, e seguimos para o nosso destino... a partir daí começa de forma efetiva a nossa viagem, que será contada nos próximos pós-diários de bordo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

RODANDO PELO OESTE AMERICANO (1)

RODANDO PELO OESTE AMERICANO – 13/9 a 3/10/2018
Pós-diário de Bordo 1 – Preparando a Viagem

Acredito que é necessário primeiramente informar o motivo de escrever uma “pós-diário de bordo” e não ter produzido um “diário de bordo”. Essa situação decorre do fato de que, diferentemente da viagem realizada entre o final de 2017 e início de 2018 para a Argentina e Chile, quando levamos junto o MacBook, desta vez viajamos sem computador; também viajamos sem a câmera fotográfica. O computador decidimos não levar para evitar problemas na imigração (ter de ligar, eventualmente informar senhas, etc.); a câmera pelo volume, pois ocuparia grande parte da mochila que levaríamos como item da bagagem de bordo. Ao lado da imigração e do volume bagagem, também havia a situação de segurança e peso desses objetos (deixar nos hotéis, carregar sempre junto, deixar no carro quando parávamos, etc...); nos EUA, como em qualquer país do mundo, também há risco de furtos e roubos).
Os problemas decorrentes dessa opção foram que não pudemos produzir um Diário de Bordo, contando dia a dia diretamente no blog a viagem, e que perdemos a oportunidade de fazer belíssimas fotos (em especial na parte do trajeto que foi realizada de carro, quando tínhamos maior flexibilidade para parar onde e quando quiséssemos) com qualidade muito melhor do que as que fizemos com nossos iPhones (que possuem ótimas câmeras, mas que não se comparam à Cannon que ficou em casa guardada). Foi um erro: de agora em diante o MacBook e a Cannon irão juntos em qualquer viagem que façamos.
O pós-diário de bordo, que agora iniciamos, é uma forma de tentar suprir pelo menos o relato da viagem. Relativamente à cobertura fotográfica do trecho que fizemos de carro, o que temos são as centenas de fotos feitas nos nossos celulares (não há como suprir a qualidade perdida por não ter levado a câmera fotográfica); temos também dezenas de vídeos feitas com a GoPro (essa, por ser menor, nos acompanhou durante toda a viagem); relativamente ao trecho de motocicleta, há a cobertura oficial feita pelo fotógrafo da HT (que nos será entregue oportunamente e que consiste em um álbum fotográfico e de um CD com fotos e vídeos). O pós-diário de bordo servirá tanto para recordar e documentar a viagem, quanto para auxiliar futuros viajantes.
Relativamente aos relatos da viagem, eles serão feitos sequencialmente, em outros 15 textos. Ao final haverá um texto síntese, com um resumo da viagem e com os links para cada um dos pós-diários de bordo. A regra é um pós-diário para cada dia de estrada e um pós-diário para cada cidade na qual ficamos estacionados por mais tempo (Las Vegas, San Francisco e Los Angeles). Especificamente este primeiro pós-diário não trata da viagem em si, mas sim dos preparativos para a sua realização. Como é um texto sobre os preparativos, ele será escrito sob a forma de tópicos; acreditamos que dessa forma ele será mais útil para quem estiver buscando informações para organizar sua própria viagem.
PORQUE FAZER ESSE TRAJETO – esse é um elemento muito subjetivo; cada um de nós possui seus próprios desejos em termos de destinos e formas de viajar. No nosso caso contou muito o fato de que gostamos de viajar rodando de carro ou motocicleta; ou seja, não temos (eu bem mais do que a Sandra) predileção por viagens que são um bate e volta de avião, turistando basicamente em um mesmo local por vários dias; a estrada sempre nos chama. Nesse contexto, rodar de motocicleta no Oeste Americano (incluindo uma parte da lendária Rota 66) foi um desejo que se apoderou de nós gradativamente. Como agora em 2018 completo 60 anos de vida, decidi me dar essa viagem de presente. Entrando em contato com a HT (a empresa de moto turismo que utilizamos), o roteiro que havia ainda disponível para os EUA era uma viagem mais curta (Rota 66 Express), de 10 dias (3 no avião, 2 em Las Vegas e 5 rodando de HD). Achamos pouco para um custo elevado de passagens e consultamos a possibilidade de prorrogarmos, por nossa conta, a estadia nos EUA e ampliarmos o roteiro para inserir um tour pela Califórnia, incluindo os principais parques e também San Francisco e Los Angeles. Foi o que acabou ocorrendo; durante a definição do roteiro acabamos descobrindo Carmel, o que nos fez optar por aumentar em mais um dia o período inicialmente pensado para a estada em território americano. Em resumo, a escolha dos EUA e do roteiro decorre de ele: (a) conjugar um trajeto razoável para ser rodado (próximo de 5.000 km somando os trechos de motocicleta e de carro), (b) realizar o meu desejo pessoal de pilotar uma HD na Rota 66; e (c) concretizar o sonho da Sandra de conhecer Las Vegas e San Francisco. Abaixo os mapas apresentando a viagem realizada.



  
HT MOTO TURISMO (https://htmototurismo.com.br/) – a escolha da HT foi, em parte, o momento mais fácil do processo de planejamento da viagem. Vários amigos nossos já fizeram moto turismo com a HT no exterior e escutamos apenas elogios. Preferimos, quando possível, realizar escolhas com base em informações e experiências de pessoas nas quais confiamos. É importante destacar que além do pacote Rota 66 Express, a HT também providenciou a extensão dos nossos seguros de viagem (para os dias não incluídos no pacote), a extensão da reserva de hotel em Las Vegas e o carro para o período complementar. Nosso trajeto complementar também foi planejado tendo como ponto de partida o outro pacote da HT que inclui San Francisco e Los Angeles (que ocorre em maio; quando decidimos fazer a viagem já não dava mais tempo); nos disponibilizaram o roteiro desse pacote, inclusive com os mapas e hotéis utilizados. Poderíamos ter feito também a reservas de hotéis usando a HT, mas neste caso preferimos realizar diretamente, utilizando o Booking (https://www.booking.com/). Os motivos foram termos um leque maior de opções (inclusive em razão dos preços) e, sendo necessário, podermos alterar os locais de repouso ou os dias de reserva; fizemos reservas sempre sem pagamento antecipado e com possibilidade de cancelamento sem multa. Sobre o pacote da HT, ele inclui: motocicleta HD (escolhi uma Ultra Limited, por ser a que eu tenho e estou acostumado), moto reserva, combustível para toda a viagem, seguro viagem, cartão de telefone americano (ligações locais e 2 GB de dados), hotéis com café da manhã (com exceção de Las Vegas, onde o hotel não tinha esse serviço incluído), entradas dos parques visitados, cobertura fotográfica e em vídeo, carro de apoio e caminhão para bagagens; em termos de pessoal, dois guias (sendo um bilíngue) e um fotógrafo.

PASSAPORTE E VISTO – decidir viajar para exterior com pouco tempo de antecedência é um problema, em especial se for para o EUA. Há um tempo de agendamento para emitir o passaporte (que pode ainda atrasar em razão de falta de material ou de greves, como ocorreu em 2018 e em anos anteriores) e um outro período de tempo, depois de emitir o passaporte, para pedir, agendar e obter o visto. É preciso um tempo razoável pra todo esse processo; recomendamos pelo menos seis meses de antecedência em relação à viagem para iniciar os procedimentos para a emissão desses documentos. O nosso tempo de decisão para a viagem foi bem menos que esse: decidimos em maio que faríamos a viagem, inclusive porque antes disso havia impedimentos laborais que não permitiriam esse afastamento do país em pleno setembro. Então só foi viável porque já tínhamos passaportes e vistos. No primeiro semestre de 2017 havíamos emitido passaportes novos; os anteriores haviam sido extraviados depois da viagem para Argentina e Chile. E quando, em outubro de 2017, começou a funcionar no Consulado Americano de Porto Alegre a emissão de vistos (podendo fazê-lo em único dia) decidimos providenciá-los, ainda sem nenhum plano de efetivamente utiliza-los no curto prazo (o meu estava vencido e a Sandra ainda não tinha). E os emitimos em novembro de 2017, sem nenhum problema: a justificava já foi, à época, viajar para os EUA para rodar de HD. A emissão em Porto Alegre, para quem mora em Santa Catarina, é a melhor opção: os prazos de espera são menores e a proximidade é bem maior. O ideal é ir para a capital gaúcha na véspera para não correr riscos na estrada (ou em atrasos de vôos). Estando no Consulado Americano no horário agendado, o atendimento é rápido, inferior a uma hora. Sendo aprovado o pedido, os passaportes ficam com eles e você recebe alguns dias depois pelo correio já com o visto. No nosso caso, para fins de preenchimento de formulários, pagamento de taxas e agendamento preferimos contratar uma empresa que presta esse serviço; mas não é necessário, podendo tudo ser feito diretamente na internet pelo interessado (https://ceac.state.gov/genniv/).
BAGAGEM – os preparativos para a viagem (21 dias, com previsão de temperaturas que variariam entre 12 a 42 graus) incluíram definir o que levar, o que deixar para comprar nos EUA, bem como comprar itens que seriam necessários para a viagem em si (malas, capas para malas, etiquetas para bagagem, etc.); no caso específico dos EUA é necessário lembrar a necessidade de adquirir frascos para carregar determinadas substâncias (perfumes, por exemplo) e sacos plásticos com zip lock para colocar esses frascos. O fato do dólar no período que antecedeu nossa viagem ter chegado a valores elevados, em alguns dias superiores a R$ 4,50, nos fez optar por levar muito mais coisas do que levaríamos em uma situação em que o dólar estivesse mais baixo. Como iríamos ter um trecho de 2.300 km a serem percorridos de motocicleta, o primeiro passo foi definir o que levar para esse trecho. Na prática optamos por levar uma mala apenas com os itens para esse trecho: capas de chuva, botas, luvas, joelheiras, jaquetas (apenas de verão) e os coletes do nosso MG Sol e Lua. A vantagem de concentrar esses itens em uma mesma mala é que ela, depois de rodarmos o trecho de motocicleta, poderia ficar no bagageiro do carro, sem a necessidade de leva-la para o quarto em cada hotel que nos hospedássemos. Além dessa mala, levamos também duas bolsas de mão, cada uma com um dos nossos capacetes (com os intercomunicadores da Ultra Limited já instalados). As nossas passagens nos davam direito, para cada um, a duas malas de 23 kg (a serem despachadas), uma mala de 8 kg ou um item equivalente (bagagem de bordo) e uma segunda bagagem de mão, normalmente uma bolsa (nossos capacetes foram enquadrados nessa última categoria). Definida a bagagem necessária para rodar de moto, nos sobravam três malas de 23 kg (para despachar) e duas bagagens para carregar a bordo. Com essa definição a nossa opção foi levar, além da bagagem específica para o moto turismo: duas malas de 23 kg (uma para cada um, sem utilizar o expansor), uma mala de bordo com o básico para nós dois em caso de um eventual extravio de bagagem (dentro dessa mala também foi a bolsa da Sandra, para evitar que quisessem glosar uma bagagem de mão) e uma mochila que continha o que eventualmente precisaríamos acessar nos aeroportos e dentro do avião (passaportes e demais documentos, carregadores para os celulares, medicamentos, etc.; nela também estava a GoPro e seus acessórios). Dentro dos capacetes colocamos as almofadas de pescoço e os tapa-olhos a serem utilizados no trecho noturno. Utilizamos, dessa forma, uma mala de 23 kg a menos do que tínhamos disponível; uma reserva para eventuais compras no EUA que nos exigissem mais espaço do que tínhamos disponível nas malas que já estávamos levando. Ainda sobre a bagagem, optamos por comprar capas coloridas para as malas, com dois objetivos: protege-las e torna-las bem visíveis nas esteiras dos aeroportos; cumpriram as duas funções... mas algumas delas ficaram bastante judiadas (os estragos poupados às malas foram transferidos para as capas protetoras; se considerar o custo benefício, quase não compensa; mas se considerar o quanto ajudam na visualização das malas nas esteiras, aí temos um grande ganho). Sobre as bagagens é necessário ainda destacar: (a) é necessário colocar etiquetas de identificação que sejam bastante resistentes; as nossas foram rasgadas e quebradas; no retorno tivemos de comprar uma fita e reforça-las para que não fossem arrancadas, deixando as malas sem identificação; e (b) é bastante útil comprar uma balança específica para pesar as malas (balança digital, de bolso, na qual se pendura a mala para pesar, o que garante que você não terá nenhuma surpresa na hora que depositar as malas na balança da companhia aérea; são baratas e muito úteis).
ESCOLHA DOS VÔOS – essa parte envolve um maior ou menor número de elementos, dependendo das manias de quem viaja... kkkk... pessoalmente não gosto de viajar em Airbus, prefiro os aviões da Boeing; então isso direciona, pelo menos em parte, a busca das passagens. É claro que um ponto central é o preço; se dependesse apenas da escolha com base em avião e empresa, iríamos com a Gol e suas conexões; mas os preços estavam muito acima da concorrência. Tentamos então buscar opções na Decolar (https://www.decolar.com/), mas aí surgiu outro problema: o tempo de conexão. O ingresso nos EUA precisa de um tempo razoável, no aeroporto de chegada, para os trâmites burocráticos. É necessário entrar na fila da imigração e passar pela entrevista com os agentes responsáveis e pela vistoria da bagagem de mão; e depois é necessário pegar o restante da bagagem na esteira e despachar novamente para o destino final. Quando o vôo é direto para o destino final, isso é mais tranquilo; para Las Vegas a opção direta disponível nas datas era pela Latan (descartada pelo motivo Airbus e porque era um vôo muito longo). Na Decolar as passagens disponibilizadas eram todas com conexões muito curtas nos aeroportos americanos, entre uma hora e uma hora e meia; o recomendável, nessas conexões, é um tempo de algo em torno de três horas. E havia ainda a questão do tempo de conexão no Brasil; também eram muito curtos e qualquer atraso no primeiro trecho (em especial na ida) poderia fazer com que perdêssemos o embarque para o EUA e colocássemos em risco o primeiro trecho da nossa viagem terrestre. Decidimos então optar pelo método tradicional: uma agência de viagem. Por um preço muito próximo dos mais baixos oferecidos no site da Decolar (uma diferença de aproximadamente R$ 200,00 em cada uma das duas passagens) compramos bilhetes com tempos de conexão dentro do que queríamos (mínimo de duas horas das conexões dentro do Brasil e em torno de  três horas nas conexões nos EUA); trechos brasileiros pela Avianca (ida, único trecho com Airbus) e Azul (retorno, Embraer) e trechos americanos pela United Airlines (Boeing). Além disso, decidimos viajar com um dia de antecedência em relação ao dia oficial no qual viajaria o grupo (não fomos os únicos; em torno de 50% dos motociclistas optou por antecipar a chegada em Las Vegas). Dois motivos nos levaram à essa opção: (a) não correr o risco de perdermos a saída do comboio de motocicletas em razão de atrasos ou cancelamentos de vôos; e (b) poder comprar alguns itens que não tínhamos levados para a viagem de HD (eu precisava pelo menos de luvas e de uma bandana para colocar na cabeça, por baixo do capacete); e a Sandra precisava de botas. Não queríamos correr o risco de chegar no dia de pegar as motocicletas e não ter tempo ou mesmo não encontrar o que precisávamos. Além disso, antecipar em um dia a chegada em Las Vegas, nos daria um tempo maior para turistar e, em especial, para nos adequarmos ao fuso horário (quatro horas a menos que no Brasil). Relativamente ao que levar nas malas (além da lista específica para utilizar quando estiver pilotando), a lista abaixo pode servir como um guia inicial:
Documentos:
Carteira de Identidade
Carteira de Motorista
Agenda e comprovantes de inscrição e reservas de hotel
Cartões de crédito (se for para o exterior, liberar antes de viajar)
Dinheiro (se for para o exterior, levar moeda local)
Cartões de visita, se tiver
Se for para o exterior, levar também:
Passaporte
Permissão Internacional para Dirigir (PID)
Seguro pessoal (saúde e vida)
Utilitários:
Celular e carregador (se for para o exterior, ver planos específicos junto à operadora)
Máquina fotográfica e/ou filmadora e carregador + cartões de memória
Notebook e carregador + adaptador para copia dados dos cartões de memória
Óculos de sol (e de grau se utilizar)
Nécessaire com escova, pasta de dente, pente, cortador e lixa de unhas
Medicamentos básicos e de uso contínuo
Aparelho ou equipamentos de uso pessoal (surdez, apneia, etc.)
Se for para o exterior, levar também:
Adaptador de tomada para os carregadores
Roupas:
Cuecas e meias (pelo menos um jogo para cada dia de viagem)
Camisetas (mangas curta e longa)
Calças (pelo menos uma jeans + uma para sair)
Jaqueta (pelo menos uma leve; normalmente é frio dentro do avião)
Calção de banho e bermuda
Pijama (ou outra roupa da dormir)
Blusa (dependendo do destino e temperatura)
Casaco, camisa social e gravata se for visitar ambiente que exija esse tipo de traje
Sapatos, sapatênis e/ou botas (dependendo da viagem)
Tênis para caminhar
Chinelos

DÓLARES X CARTÃO DE CRÉDITO – essa questão é uma daquelas sobre as quais sempre há divergências e riscos. A nossa experiência, em viagens anteriores, foi de que pagar com cartão de crédito foi mais vantajoso. Quando se compra dólares (ou outra moeda estrangeira), sempre se paga acima do valor oficial; e quando se paga com cartão de crédito, se paga o dólar oficial (no meu caso, do dia do vencimento do cartão) e mais o IOF de 6%; regra geral o dólar oficial somado ao IOF não ultrapassa o valor do dólar que compramos nas lojas de câmbio e bancos, além de ser mais seguro. Nesta viagem específica estávamos comprando dólares para dividir os gastos entre moeda e cartão; uma forma de trabalhar com menor risco, considerando a grande oscilação do dólar. Mas quando o dólar bateu nos R$ 4,20 desistimos. Já tínhamos um valor razoável, somando um saldo de 2017 e os valore adquiridos no primeiro quadrimestre deste ano e comprar por esse valor, havendo uma queda posterior, seria uma perda irreversível. Chegando aos EUA, fizemos a primeira compra, na loja da HD, utilizando dólares; a partir daí praticamente utilizamos apenas o cartão crédito, com exceção do pagamento de combustível e situações excepcionais em lugares onde o cartão não era aceito ou houve problema com a maquininha. A opção foi apostar que o dólar cairia após o resultado do primeiro turno das eleições (o primeiro cartão utilizado venceria uma semana depois) e em especial que cairia após os resultados do segundo turno (o segundo cartão utilizado vence uma semana depois). Até agora a aposta deu certo, o dólar está caindo. Mas essa escolha é muito pessoal, embora seja recomendável considerar alguns elementos: (a) cartões de crédito são mais seguros para carregar do que dinheiro vivo; (b) moedas estrangeiras devem ser comprados em períodos de estabilidade da moeda e não na véspera da viagem; (c) moedas estrangeiras devem ser compradas em lojas de câmbio autorizadas ou em bancos; e (d) eventuais oscilações podem ocorrer pelos mais variados motivos políticos e econômicos. Em relação aos cartões de crédito é necessário lembrar que precisam ser cartões internacionais habilitados para serem utilizados no exterior (no nosso caso o aplicativo do banco permite autorizar e desautorizar no próprio celular, o que facilita muito). Além disso, a reserva de hotéis por aplicativo pressupõe a informação de cartão de crédito internacional no qual podem, eventualmente, ser realizados bloqueios ou mesmo cobranças; e a locação de veículos inclui, regra geral, o bloqueio de valores no cartão de crédito para garantir eventuais despesas oriundas de sinistros. Ou seja, para viajar para o exterior a posse de cartão de crédito internacional com um saldo disponível razoável é absolutamente necessário. De outro lado, portar um determinado valor em moeda corrente no país de destino é fundamental para ingressar no país (alguns países inclusive possuem um valor mínimo) e também porque o cartão de crédito pode não ser aceito em determinados estabelecimentos, bem como pode ser danificado (por isso é recomendável levar mais de um cartão, de bandeiras diferentes).