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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

RODANDO 26 DIAS PELO CHILE E ARGENTINA - DIÁRIOS DA VIAGEM

EXPEDIÇÃO CHILE-ARGENTINA 2017-2018
LINKS PARA OS RELATOS

Conseguir encontrar, no Blog, todas as postagens sobre a viagem pode ser um pouco complicado para quem não está habituado; e mesmo para quem está, dá um pouco de trabalho. Para facilitar os leitores estamos fazendo esta postagem geral na qual podem ser encontrados os temas e os links para os 18 Diários de Bordo. É um sumário com acesso direto aos conteúdos. E sinta-se à vontade para realizar seus comentários, se assim o desejar. Esperamos que esses textos possam ser úteis na programação e organização de suas próprias viagens.

Saindo do Brasil via Santa Cruz do Sul / Uruguaiana – http://solelua8.blogspot.com.br/2017/12/expedicao-chile-diario-debordo-1-dias.html




Chegando ao Oceano Pacífico: Valparaíso e Viña del Marhttp://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diariode-bordo-5-1.html


Santiago: Concha y Toro, Loja da HD e Sky Costanera – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-8.html

Santiago: turismo não guiado... fazendo nossas escolhas – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-8_6.html



Turistando em Antofagasta: Mano del Desierto e La Portada - http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-11.html

Rodando no trecho Antofagasta / Calama / San Pedro de Atacama - http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-12.html





Retorno ao Brasil: de Purmamarca a Foz do Iguaçu, passando por Salta e Corrientes – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-17.html

Voltando para casa (e turistando): Foz do Iguaçu / Ponta Grossa / Floripa – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-18.html

EXPEDIÇÃO CHILE-ARGENTINA 2017-2018
TRECHOS RODADOS E DISTÂNCIAS

As distâncias abaixo são as percorridas com o nosso carro. Não computamos as quilometragens realizadas com Vans, Ônibus, Uber e Táxi. Em Mendoza e San Pedro de Atacama fizemos todos os passeios através de agências, em transporte coletivo com guia. Em Santiago, além dessa modalidade também utilizamos Uber e Táxi. Em Foz do Iguaçu usamos transporte terceirizado apenas para o Tour de Compras em Ciudad del Este.

Florianópolis – Santa Cruz = 642 km
Santa Cruz – Uruguaiana = 532 km
Uruguaiana – Villa María = 840 km
Villa María – Mendonza = 604 km
Mendonza – Santiago = 363
Santiago – Valparaíso/Viña del Mar – Santiago = 273
Santiago – La Serena – Copiapó = 796
Copiapó – Taltal – Antofagasta = 544
Antofagasta – La Mano del Desierto – Antofagasta = 130
Antofagasta – La Portada – Antofagasta = 54
Antofagasta – Calama – San Pedro de Atacama = 320
San Pedro de Atacama – Purmamarca = 398
Purmamamarca – Tilcara – Purmamarca = 64
Purmamarca – Salta = 189
Salta – Corrientes = 812
Corrientes – Foz do Iguaçu = 620
Interno Foz do Iguaçu (Tours) = 65
Foz do Iguaçu – Ponta Grossa – Florianópolis = 940

TOTAL: 8.186 km (8.185,5 km no odômetro parcial “B”)

MAPA DO TRAJETO FLORIPA/SANTIAGO - https://goo.gl/maps/bnehu8ndYoK2

MAPA DO TRAJETO SANTIAGO/ATACAMA/FLORIPA - https://goo.gl/maps/rFX3xKnEHUm

EXPEDIÇÃO CHILE - DIÁRIO DE BORDO 18

EXPEDIÇÃO CHILE – Diário de Bordo 18
(16-19 de janeiro de 2018 – Retorno ao Brasil: Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Floripa)

Como dissemos no Diário anterior, na terça-feira 16 de janeiro entramos novamente no Brasil, tendo passado rapidamente pelo Free Shop de Puerto Iguazú (Argentina). Dali atravessamos a Aduana brasileira (e entendemos porque é tão fácil traficar drogas e armas para o país... simplesmente não há controle de entrada) e rumamos para o hotel reservado, o Mabu Interludium, onde ficamos até o amanhecer do dia 19. Como em alguns de nossos outros diários, nosso relato será temático.

ESTRADAS
(condições, polícia, pedágios e radares)

CHUVA E DURAÇÃO DA VIAGEM – nosso último dia de viagem incluiu exatamente 940,8 quilômetros, percorridos em 15 horas e 40 minutos (no total a viagem incluiu 8.185,5 quilômetros rodados e durou 25 dias e 16 horas). No conjunto correu tudo muito bem (com exceção da multa recebida da PRF... merecida... kkkk...). De Guarapuava até Balneário Camboriú rodamos com muita chuva... mas o Novo Vitara se comportou com perfeição... chegamos em casa inteiros e com muitas histórias para contar.

FOZ DO IGUAÇU – PONTA GROSSA – SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – a estrada estava (janeiro de 2018) em boas condições, mas apresentando algumas características que a tornam um pouco lenta: (a) possui, em grande parte de sua extensão, pista simples; (b) há alguns trechos com muitas curvas (em subidas e descidas da serra); (c) é o trajeto utilizado por muitos turistas que se deslocam para o litoral nesse período do ano (paraguaios, argentinos e brasileiros);e (d) existe trânsito intenso de caminhões (pelos motivos indicados anteriormente, nem sempre é fácil ultrapassá-los). Havia dois pontos com obras que devem ainda se prolongar por algum tempo: a construção de viadutos nos acessos à Cascavel e Guarapuava. Além desses pontos, também encontramos dois outros em obra, com pista única; nesses casos foi necessário parar e aguardar a liberação; mas eram obras pontuais de manutenção. Quanto aos pedágios, nesse trecho são 9, a um custo total que ultrapassa os R$ 100,00... um pouco caros para uma estrada não duplicada. Há radares no trajeto, regra geral antecedidos de placas indicativas; se não quiser ser pego é recomendável tomar cuidado e obedecer à sinalização; normalmente estão em trechos de redução de velocidade para 60 km/h ou 80 km/h. Também há diversos postos da PRF. Nós, e um grande número de outros motoristas e pilotos, fomos pegos em uma ultrapassagem em local proibido (faixa dupla amarela); multa e pontos na carteira. Não costumamos ultrapassar nessas situações; mas como os carros a nossa frente estavam realizando a ultrapassagem (de um caminhão lento na pista, em um local que permitia uma boa visibilidade), acabamos fazendo a coisa errada. O trajeto é bem servido de postos de combustível; também há diversas opções para lanches e um número menor para almoço. Almoçamos uma comida caseira muito gostosa no Restaurante Cata Galo, entre Cascavel e Guarapuava, próxima a Laranjeiras do Sul. 

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – FLORIANÓPOLIS – a BR 101 nesse trecho encontrava-se nessa data em muito bom estado. Foram 4 pedágios, com valores muito inferiores aos do trecho anterior... considerando que é uma pista duplicada (a outra é simples em quase toda a sua extensão), parece haver uma desproporção nos valores cobrados. Entre essas rodovias há também uma contradição: na pista simples a velocidade regular permitida é de 110 km/h; na rodovia duplicada a velocidade regular permitida é de 100 km/h... difícil de entender! Como em todas as estradas brasileiras, é necessário nesse trecho ter atenção à sinalização e aos radares (60 km/h, em especial da decida da serra; 80 km/h e 100 km/h). Há um número razoável de postos da PRF, mas não encontramos nenhuma blitz. A melhor opção para parada nesse trecho é o Posto Sinuelo, onde há boas opções de alimentação.

FOZ DO IGUAÇU
(cidade, hotel e principais atrativos)

Ficamos em Foz do Iguaçu durante 3 noites e 2 dias. Com esse calendário reduzido tivemos de limitar nossos passeios ao que cabia dentro do tempo disponível: Cataratas Brasileiras, Ciudad del Este (Tour de Compras), Itaipu Binacional e Templo Budista. Também acabamos dando uma passada no trajeto de saída da cidade, mas apenas para fotos, na Mesquita Muçulmana e no Marco das Três Fronteiras. A sugestão que deixamos é que se você for a Foz do Iguaçu para fazer turismo o ideal é reservar pelo menos 4 dias... não tivemos tempo de visitar as Cataratas Argentinas, que exigem um dia inteiro; também não fizemos nenhuma incursão noturno na Argentina (cassinos, restaurantes, shows de tango)... e além disso gostaríamos de ter dedicado mais tempo em pelo menos dois locais que visitamos, as Cataratas Brasileiras e o Templo Budista.



HOTEL – ficamos hospedados no Mabu Interludium. As suas instalações são excelentes: (a) na parte de uso privativo, o quarto é ótimo, a cama é grande, o banheiro excelente (dividido em dois ambientes, um com vaso e chuveiro e outro com um grande balcão com pia e torneira), tem frigobar, ar condicionado e TV a cabo; e (b) na parte comum, possui piscina, spa (com massagens e outros opções, com pagamento em separado) e um bom restaurante (um pouco limitado em termos de opções de bebidas e com um preço talvez um pouco elevado para os itens de alimentação, mas nada que comprometa). O único ponto negativo seria o fato de estar afastado do centro, impondo sempre deslocamentos de veículo próprio ou de táxi. Se o objetivo da viagem for descansar, é uma excelente opção. Possui um bom custo-benefício.

CATARATAS DO IGUAÇU (LADO BRASILEIRO) – essas cataratas são consideradas uma das 7 maravilhas da natureza. O local é efetivamente deslumbrante; não há muito o que dizer; é necessário visitar e ver e sentir ao vivo. É um dos pontos turísticos do Brasil que deveria estar na lista de todos; ninguém deveria ser privado desse visual e da energia que o local possui. O ingresso no parque depende da compra de entrada e só pode ser realizado nos ônibus especiais que fazem o trajeto periodicamente. Fomos de carro até a entrada e deixamos o carro no estacionamento oficial, que é mais caro, mas é monitorado e seguro. Descemos no ônibus no ponto de início da trilha e caminhamos por ela (aproximadamente 1 km) entre árvores e quatis (que andam soltos por todo o caminho) sempre com as imagens deslumbrantes das cataratas ao nosso lado direito. Quase no final há um mirante que adentra o rio e nos coloca diretamente em contato com a força das águas... apenas eu entrei no mirante e como estava sem capa de chuva voltei totalmente molhado (chegando ao carro tive de me secar e trocar a camiseta... mas valeu muito... é um local de muita energia). O parque oferece uma série de outros passeios, a pé e pelo rio; como a tarde iríamos a Ciudad del Este, nossa opção foi pelo tour básico, que dura em torno de 3 horas. Em frente ao Parque das Cataratas fica o Parque das Aves, que não visitamos. Quem tiver tempo disponível a indicação é realizar ambas as visitas no mesmo dia, utilizando manhã e tarde. Os parques possuem locais onde é possível almoçar.



ITAIPU BINACIONAL – existem diferentes opções para quem desejar visitar a Usina de Itaipu; vimos pelo menos 3: (a) uma apenas externa, (b) uma especial, que inclui tour interno e externo; e (c) uma que privilegia a parte mais ambiental. Fizemos o especial, que dura em torno de duas horas, sendo uma em circuito interno pelas instalações da hidrelétrica e outra de ônibus, pela parte externa, com paradas para fotos. Todos os passeios são precedidos de um vídeo sobre a Usina. Itaipu foi eleita uma das 7 maravilhas da Idade Moderna e é outro passeio que não deve deixar de ser feito por quem visitar Foz do Iguaçu. As visitas à Itaipu dependem do pagamento de ingresso; e no caso da visita especial é necessário realizar reserva antecipada porque há horários específicos e limites quantitativos de visitantes. Possui restaurante aberto ao publico.


TEMPLO BUDISTA – nossa visita ao Templo Budista foi muito curta; apenas uma volta a pé pelos seus pátios, observando os grandes Budas e outras imagens, e um ingresso rápido do templo em si. Além do pouco tempo disponível estava se armando um temporal e não queríamos ser surpreendidos por ele (acabamos sendo alcançados por ele pouco depois de sairmos do templo). É muito bonito; menor do que já visitamos no Rio Grande do Sul, mas igualmente impactante. Merece uma visita com mais tempo, para passear calmamente entre as esculturas, apreciando a beleza e a energia de cada elemento e espaço disponibilizados ao público. Não há cobrança de ingresso.

TOUR DE COMPRAS EM CIUDAD DEL ESTE – optamos por atravessar a fronteira de Van, utilizando o serviço da agência que atende o hotel. É possível ir de carro próprio (a exigência é possuir o seguro Carta Verde), mas o trânsito no Paraguay é caótico. Se você for de carro a sugestão é deixa-lo nos estacionamentos de um dos dois principais shoppings, o “del Este” e o “Paris”. Ambos possuem estacionamentos amplos e gratuitos para seus clientes; e ficam em quadras vizinhas, sendo possível ir de um ao outro a pé. Como tínhamos apenas 5 horas disponíveis saímos do hotel com 3 destinos bem definidos: os dois shoppings já referidos e a “Monalisa”, que fica distante dos 2 aproximadamente 500 metros (se vai a pé sem nenhum problema... apenas cuidando para atravessar as duas e desviando do mar de gente que anda pelas calçadas); esses locais foram recomendados por uma amiga que mora em Foz do Iguaçu e também pelo pessoal da agência de turismo. Comprar no Paraguay já não tem tantas vantagens como no passado; na maioria das lojas e para a maioria dos produtos os preços são muito semelhantes aos praticados do Brasil, com a vantagem de que em nosso país temos garantia para os produtos, certeza da procedência e um Código de Defesa do Consumidor a nos proteger. Mas indo de loja em loja e procurando foi possível comprar alguns Whiskies e Licores com bons preços; da mesma forma alguns produtos de beleza, perfumes e maquiagem. Além disso compramos alguns acessórios para a GoPro. Nossas compras ficaram dentro da cota, até porque o carro está cheio de malas... kkkk... para quase um mês na estrada, com variações bastante grandes de temperatura, levamos muitas malas... e também compramos alguma coisa de artesanato em Santiago, San Pedro, Purmamarca e Tilcara. Em resumo: não nos pareceu que compense sair de nossas cidades para ir a Ciudad del Este apenas para fazer compras (como já ocorreu no passado); mas se você for por outro motivo (turismo ou trabalho) até Foz do Iguaçu, reserve uma manhã ou uma tarde para algumas compras... garimpando se encontra bons preços... mas é necessário foco no que se busca e limitar a busca a locais confiáveis. Finalizando: há anos tenho buscado um chapéu panamá legítimo, de enrolar, e não consegui encontrar no Brasil, no Uruguai, no Chile e na Argentina... pois lá estava ele no corredor do primeiro shopping que entramos no Paraguay... fabricado no Equador, onde são feitos os melhores. É claro que comprei... e por um preço bastante razoável. Agora tenho um chapéu que posso facilmente carregar na motocicleta.

PONTA GROSSA
(Parque Estadual Vila Velha)


Nosso projeto incluía uma visita ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa no Paraná. O horário de visitação, conforme havíamos visto no site, seria das 8:00 às 15:30. Algumas situações ocorridas na viagem (erro de trajeto na saída de Foz do Iguaçu, parada em blitz da PRF e muita chuva) nos atrasaram e chegamos ao Parque um pouco depois das 16:00 horas, quando já estava fechado. Além disso chovia muito. Nos informaram que o passeio completo leva em torno de 3 horas, com guia, e que é realizado quase todo ele caminhando. A opção, mantido o passeio, seria dormir em Ponta Grossa (situação já prevista no projeto original) e realizar o tour no sábado pela manhã. Mas a previsão do tempo, indicando chuva, nos fez desistir e enfrentar a estrada até Florianópolis no mesmo dia. Deixamos esse passeio para um outro momento; a ideia é pegarmos um final de semana e irmos na sexta para Curitiba, realizarmos o passeio no sábado (o Parque fica a pouco mais de 100 quilômetros da capital paranaense), retornando para Curitiba no final do dia. Dessa forma poderemos realizar o passeio e também aproveitar duas noites em Curitiba. Será um passeio de motocicleta, em um final de semana ensolarado.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

EXPEDIÇÃO CHILE - DIÁRIO DE BORDO 1

EXPEDIÇÃO CHILE – Diário de Bordo 1
(25 a 27 de dezembro de 2017 - saindo do Brasil)

Estes três primeiros dias da viagem foram bastante corridos... muita estrada e pouco tempo para passear e escrever... então decidi fazer um "triário" de bordo... lá vai.

PRIMEIRO DIA – 25/12
Como ganhamos um dia para rodar, exatamente o dia de Natal, optamos por um caminho um pouquinho mais longo: no lugar de Florianópolis-Porto Alegre-Uruguaiana fizemos Florianópolis-Santa Cruz do Sul-Uruguaiana... então o trajeto deste primeiro dia foi do nosso ponto de partida até minha cidade Natal, saindo às 8:00 e chegando em torno de 17:00, rodando um total de aproximadamente 640 km. O almoço, como sempre, foi no Luzardo (km 1) da Estrada do Mar. Na Santinha ficamos no Hotel Charrua... é a melhor opção em termos de custo-benefício e também em termos de localização. Nossa estada foi de apenas 16 horas; mesmo assim deu tempo para ir à Missa de Natal na Catedral São João Baptista (a maior igreja em estilo gótico da América Latina), fazer uma visita ao mano e jantar no Quiosque da Praça (há opções melhores na cidade, como o Chefe Davi e a Churrascaria Centenário, mas estavam fechadas).

SEGUNDO DIA – 26/12
Saímos de Santa Cruz à 8:00 e chegamos em Uruguaiana um pouco depois das 16:00. Neste dia também optamos por um caminho um pouco mais longo, via Pantano Grande; com isso rodamos em torno de 500 km. Morei e trabalhei em Rio Pardo durante 5 anos (1978-1982) e quis aproveitar para dar um “cheiro” na cidade... foi uma passagem relampado, incluindo o centro, a antiga estação ferroviária e a praia nos Ingazeiros (praia do Rio Jacuí). Nesse dia almoçamos em Rosário do Sul. Em Uruguaiana saímos do hotel apenas para jantar, do Restaurante da Praça. Recomendo o restaurante: muito bom. Ficamos no Hotel da Fronteira... achei fraco para o preço cobrado; o atendimento e a localização são bons; mas os quartos são pequenos e o café da manhã só servido às 7:00 (complicado para quem quer sair cedo) e é fraco. Em Uruguaiana recomendo o Hotel Presidente (onde ficamos no ano passado; fica mais distante do Centro, mas tem um ótimo restaurante e as instalações são melhores... não ficamos nele porque não consegui reserva quando tentei).

TERCEIRO DIA – 27/12
Observação preliminar: na Argentina não há horário de verão (pelo menos nessa região ao sul... então, se nesse período o Brasil estiver com horário de verão, é necessário atrasar os relógios em uma hora).
Hoje foi o nosso dia de entrar na Argentina e conferir pessoalmente o que dizem sobre suas estradas e sua polícia; rodamos 840 km. Começamos com um erro gerado pelo GPS: nos mandou sair da cidade pelo mesmo caminho pelo qual entramos... desconfiamos, mas decidimos seguir por uns quilômetros porque lembramos que na mesma direção havia a estrada que leva da entrada da cidade para a Ponte Internacional. Mas quando ele quis nos mandar para Quaraí percebemos que efetivamente havia algo errado... conferimos tudo, reiniciamos, e ele continuou nos mandando para o caminho errado. Então optamos por seguir as placas indicativas e atravessar a ponte. Foi nesse momento que percebemos qual era o problema: estamos usando um Garmin e o mapa original nele instalado é apenas do Brasil... no cartão eu coloquei um mapa do Mercosul + Chile baixado do Projeto Mapear. O GPS não junta os mapas... flutuamos sobre o rio (kkkk) porque a ponte não aparecia... mas chegando do lado argentino ele assumiu automaticamente o outro mapa e nos forneceu todas as indicações de forma precisa e correta. Já usamos os mapas do Projeto Mapear para rotas no Uruguai: são excelentes. Este ano, além dos mapas, baixamos também todos os POIs que eles disponibilizam; é muito legal porque há avisos de controle de velocidade incluídos. Além do Mapear também instalamos no Vitara (que tem um tablet com sistema Android no painel) o Maps.me. Com isso rodamos sempre com dois GPS funcionando, o que dá mais segurança em um país estrangeiro, principalmente quando ambos te apontam as mesmas rotas.

Sobre a cidade, Villa María, achamos um pouco suja... e com cheiro de esgoto; a escolhemos porque é o ponto intermediário entre Uruguaiana e Mendoza; como foi apenas trânsito, tudo ok. Quanto ao Hotel República, onde nos hospedamos, é muito bem localizado e tem garagem fechada para carros e motos; fica no centro, a uma quadra do calçadão e com bons restaurantes no raio de 500 metros... dá para sair, passear e jantar a pé. O atendimento é muito bom, mas tem dois pontos fracos:
os quartos são pequenos e tem um carpete bastante velho... e o café da manhã tinha basicamente carboidratos: a única proteína animal era manteiga... nada de frios como estamos acostumados nos hotéis brasileiros; havia também uma salada de frutas... mas a base era mesmo pães, croissants e outros farináceos. Ia esquecendo: tem um elevador quase centenário, daqueles que ainda tem uma segunda porta de grade e que dá um “soco” cada vez que inicia o movimento ou para. Ainda sobre o hotel, assim que chegamos nos perguntou se íamos usar a isenção do IVA (em torno de 21%); para ter direito a ela é necessário pagar com cartão de crédito estrangeiro (brasileiro no nosso caso) e ter dado entrada oficialmente no país (por isso levamos passaportes, embora sejam dispensados no Mercosul) e os carimbamos na Aduana. 

Jantamos em uma Parrilla indicada pelo hotel... a carne argentina, como sempre, muito saborosa e macia; o preço da comida na Argentina, comparado com o Uruguai onde estivemos no ano passado, é muito mais acessível; o ponto negativo ficou pela demora no atendimento... demora para fazer, demora para trazer a conta, etc... mas a Parrilla La Rosita é um restaurante bem argentino e de boa qualidade; uma opção a ser recomendada para quem passar pela cidade. Sobre a opção de caminho: você pode optar por fazer trechos mais longos e dormir em Córdoba; a cidade é maior... será minha opção na próxima vez que vier para estes lados.

Observações importantes sobre rodar nessa região da Argentina:

POLÍCIA ARGENTINA – ouvimos falar muito dos problemas com a Polícia Argentina: pedidos de propina, exigências que não estão da legislação, multas por infrações inexistentes, etc. Vamos contar nossa experiência deste primeiro dia: (a) passamos por mais de 10 postoz e barreiras policiais; (b) fomos parados 3 vezes; (c) pelo que pudemos perceber não fomos parados ou deixados de ser parados pelo carro ser brasileiro; em todas as vezes em que fomos parado os outros carros que também o foram eram argentinos; nas situações em que não fomos parados, os carros que estavam parados eram argentinos; pelo que pudemos perceber eles fazem blitz permanente, estão sempre parando carros e verificando documentos e o cumprimento das exigências legais (situação com a qual não estamos acostumados no Brasil); percebemos que algumas blitz eram direcionadas para determinados tipos de carros ou pessoas; em uma delas inclusive havia um cão farejador (provavelmente estavam procurando drogas); (d) foram sempre extremamente educados e atenciosos conosco; inclusive nos sugeriram uma alteração no trajeto que tínhamos inicialmente previsto para chegar em Villa María, com a informação de que as estradas seriam melhores e pegaríamos a AU9, com ganho de qualidade e tempo; (e) apenas nos pediram os itens obrigatórios: documento do carro, carteira de motorista, carta verde, extintor (isso é importante: no Brasil não é mais obrigatório e os carros novos não vem com ele... eu tivemos de mandar instalar antes de viajar) e triângulos (na Argentina são exigidos 2; ou seja, tem de comprar um extra e colocar no carro); e, finalmente, (f) levamos uma multa, merecida: estávamos com a luz apagada quando na Argentina é obrigatório o uso de farol baixo mesmo durante o dia (como ocorre atualmente no Brasil)... descuido total. Paramos em um mercado para comprar água e algo para comer; ao retornar à estrada esquecemos de ligar o farol... o posto da polícia ficava uns 500 metros depois do mercado. Não pediram propina, nos perguntaram mais de uma vez se estava claro o motivo da multa e explicaram que não sairíamos do país sem paga-la. Também explicaram que há duas formas de pagamento: na Aduana, na saída, ou no local da multa, neste caso com desconto de 50%. No local o pagamento só poderia ser realizado com pesos argentinos e nós receberíamos o comprovante do pagamento, emitido pela autoridade policial (foi emitido através do sistema informatizado, impresso em 4 vias, carimbado e assinado pelo policial, devidamente identificado); esse recibo deve ser apresentado na saída, na Aduana. Em resumo: conosco, neste primeiro dia, nada a reclamar ou a falar da Polícia Argentina; se houve multa, nós fomos os culpados; e a forma de pagamento, pelo que pudemos verificar, é absolutamente adequada. A dica que fica é que na Argentina não há, na abordagem, um primeiro esclarecimento, sem multa. Se você estiver errado, vai ser multado... e os valores são bem pesados.

ESTRADAS ARGENTINAS – regra geral estão em muito bom estado, apenas com alguns trechos em obra. E não encontramos nenhum radar até Villa María (se havia, não os vimos). A velocidade, mesmo nas pistas simples, é, regra geral, de 100 ou 110... nas de pista duplicada, de 120... e na Auto Pista 9 (AU9) é de 130 km/h. Essa experiência nos ajudou a entender porque os “hermanos” aceleram tanto quando estão no Brasil.

POSTOS DE COMBUSTÍVEL – há vários em todo o trajeto, de diferentes bandeiras... a maioria aceita cartões de crédito.

PEDÁGIOS - há muitos, e é necessário pagar com pesos argentinos.


ALIMENTAÇÃO NA ESTRADA – regra geral há apenas lanches, nos postos de combustível... é recomendável levar no carro água e algo para comer no caminho, lembrando que há em algumas regiões um controle sanitário rígido e não são permitidas frutas... sementes (tipo amendoim, castanha...) apenas em embalagens lacradas.


CARTA VERDE - não esqueça que para circular nos demais países do Mercosul é necessário portar o seguro Carta Verde; se não estiver incluído em seu seguro, procure um corretor e providencie. É a primeira coisa de os policiais pedem... e é importante que esteja impresso em papel verde... há relatos de casos em que a polícia não aceitou o seguro porque estava impresso em papel branco.