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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

RODANDO 26 DIAS PELO CHILE E ARGENTINA - DIÁRIOS DA VIAGEM

EXPEDIÇÃO CHILE-ARGENTINA 2017-2018
LINKS PARA OS RELATOS

Conseguir encontrar, no Blog, todas as postagens sobre a viagem pode ser um pouco complicado para quem não está habituado; e mesmo para quem está, dá um pouco de trabalho. Para facilitar os leitores estamos fazendo esta postagem geral na qual podem ser encontrados os temas e os links para os 18 Diários de Bordo. É um sumário com acesso direto aos conteúdos. E sinta-se à vontade para realizar seus comentários, se assim o desejar. Esperamos que esses textos possam ser úteis na programação e organização de suas próprias viagens.

Saindo do Brasil via Santa Cruz do Sul / Uruguaiana – http://solelua8.blogspot.com.br/2017/12/expedicao-chile-diario-debordo-1-dias.html




Chegando ao Oceano Pacífico: Valparaíso e Viña del Marhttp://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diariode-bordo-5-1.html


Santiago: Concha y Toro, Loja da HD e Sky Costanera – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-8.html

Santiago: turismo não guiado... fazendo nossas escolhas – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-8_6.html



Turistando em Antofagasta: Mano del Desierto e La Portada - http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-11.html

Rodando no trecho Antofagasta / Calama / San Pedro de Atacama - http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-12.html





Retorno ao Brasil: de Purmamarca a Foz do Iguaçu, passando por Salta e Corrientes – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-17.html

Voltando para casa (e turistando): Foz do Iguaçu / Ponta Grossa / Floripa – http://solelua8.blogspot.com.br/2018/01/expedicao-chile-diario-de-bordo-18.html

EXPEDIÇÃO CHILE-ARGENTINA 2017-2018
TRECHOS RODADOS E DISTÂNCIAS

As distâncias abaixo são as percorridas com o nosso carro. Não computamos as quilometragens realizadas com Vans, Ônibus, Uber e Táxi. Em Mendoza e San Pedro de Atacama fizemos todos os passeios através de agências, em transporte coletivo com guia. Em Santiago, além dessa modalidade também utilizamos Uber e Táxi. Em Foz do Iguaçu usamos transporte terceirizado apenas para o Tour de Compras em Ciudad del Este.

Florianópolis – Santa Cruz = 642 km
Santa Cruz – Uruguaiana = 532 km
Uruguaiana – Villa María = 840 km
Villa María – Mendonza = 604 km
Mendonza – Santiago = 363
Santiago – Valparaíso/Viña del Mar – Santiago = 273
Santiago – La Serena – Copiapó = 796
Copiapó – Taltal – Antofagasta = 544
Antofagasta – La Mano del Desierto – Antofagasta = 130
Antofagasta – La Portada – Antofagasta = 54
Antofagasta – Calama – San Pedro de Atacama = 320
San Pedro de Atacama – Purmamarca = 398
Purmamamarca – Tilcara – Purmamarca = 64
Purmamarca – Salta = 189
Salta – Corrientes = 812
Corrientes – Foz do Iguaçu = 620
Interno Foz do Iguaçu (Tours) = 65
Foz do Iguaçu – Ponta Grossa – Florianópolis = 940

TOTAL: 8.186 km (8.185,5 km no odômetro parcial “B”)

MAPA DO TRAJETO FLORIPA/SANTIAGO - https://goo.gl/maps/bnehu8ndYoK2

MAPA DO TRAJETO SANTIAGO/ATACAMA/FLORIPA - https://goo.gl/maps/rFX3xKnEHUm

EXPEDIÇÃO CHILE - DIÁRIO DE BORDO 18

EXPEDIÇÃO CHILE – Diário de Bordo 18
(16-19 de janeiro de 2018 – Retorno ao Brasil: Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Floripa)

Como dissemos no Diário anterior, na terça-feira 16 de janeiro entramos novamente no Brasil, tendo passado rapidamente pelo Free Shop de Puerto Iguazú (Argentina). Dali atravessamos a Aduana brasileira (e entendemos porque é tão fácil traficar drogas e armas para o país... simplesmente não há controle de entrada) e rumamos para o hotel reservado, o Mabu Interludium, onde ficamos até o amanhecer do dia 19. Como em alguns de nossos outros diários, nosso relato será temático.

ESTRADAS
(condições, polícia, pedágios e radares)

CHUVA E DURAÇÃO DA VIAGEM – nosso último dia de viagem incluiu exatamente 940,8 quilômetros, percorridos em 15 horas e 40 minutos (no total a viagem incluiu 8.185,5 quilômetros rodados e durou 25 dias e 16 horas). No conjunto correu tudo muito bem (com exceção da multa recebida da PRF... merecida... kkkk...). De Guarapuava até Balneário Camboriú rodamos com muita chuva... mas o Novo Vitara se comportou com perfeição... chegamos em casa inteiros e com muitas histórias para contar.

FOZ DO IGUAÇU – PONTA GROSSA – SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – a estrada estava (janeiro de 2018) em boas condições, mas apresentando algumas características que a tornam um pouco lenta: (a) possui, em grande parte de sua extensão, pista simples; (b) há alguns trechos com muitas curvas (em subidas e descidas da serra); (c) é o trajeto utilizado por muitos turistas que se deslocam para o litoral nesse período do ano (paraguaios, argentinos e brasileiros);e (d) existe trânsito intenso de caminhões (pelos motivos indicados anteriormente, nem sempre é fácil ultrapassá-los). Havia dois pontos com obras que devem ainda se prolongar por algum tempo: a construção de viadutos nos acessos à Cascavel e Guarapuava. Além desses pontos, também encontramos dois outros em obra, com pista única; nesses casos foi necessário parar e aguardar a liberação; mas eram obras pontuais de manutenção. Quanto aos pedágios, nesse trecho são 9, a um custo total que ultrapassa os R$ 100,00... um pouco caros para uma estrada não duplicada. Há radares no trajeto, regra geral antecedidos de placas indicativas; se não quiser ser pego é recomendável tomar cuidado e obedecer à sinalização; normalmente estão em trechos de redução de velocidade para 60 km/h ou 80 km/h. Também há diversos postos da PRF. Nós, e um grande número de outros motoristas e pilotos, fomos pegos em uma ultrapassagem em local proibido (faixa dupla amarela); multa e pontos na carteira. Não costumamos ultrapassar nessas situações; mas como os carros a nossa frente estavam realizando a ultrapassagem (de um caminhão lento na pista, em um local que permitia uma boa visibilidade), acabamos fazendo a coisa errada. O trajeto é bem servido de postos de combustível; também há diversas opções para lanches e um número menor para almoço. Almoçamos uma comida caseira muito gostosa no Restaurante Cata Galo, entre Cascavel e Guarapuava, próxima a Laranjeiras do Sul. 

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS – FLORIANÓPOLIS – a BR 101 nesse trecho encontrava-se nessa data em muito bom estado. Foram 4 pedágios, com valores muito inferiores aos do trecho anterior... considerando que é uma pista duplicada (a outra é simples em quase toda a sua extensão), parece haver uma desproporção nos valores cobrados. Entre essas rodovias há também uma contradição: na pista simples a velocidade regular permitida é de 110 km/h; na rodovia duplicada a velocidade regular permitida é de 100 km/h... difícil de entender! Como em todas as estradas brasileiras, é necessário nesse trecho ter atenção à sinalização e aos radares (60 km/h, em especial da decida da serra; 80 km/h e 100 km/h). Há um número razoável de postos da PRF, mas não encontramos nenhuma blitz. A melhor opção para parada nesse trecho é o Posto Sinuelo, onde há boas opções de alimentação.

FOZ DO IGUAÇU
(cidade, hotel e principais atrativos)

Ficamos em Foz do Iguaçu durante 3 noites e 2 dias. Com esse calendário reduzido tivemos de limitar nossos passeios ao que cabia dentro do tempo disponível: Cataratas Brasileiras, Ciudad del Este (Tour de Compras), Itaipu Binacional e Templo Budista. Também acabamos dando uma passada no trajeto de saída da cidade, mas apenas para fotos, na Mesquita Muçulmana e no Marco das Três Fronteiras. A sugestão que deixamos é que se você for a Foz do Iguaçu para fazer turismo o ideal é reservar pelo menos 4 dias... não tivemos tempo de visitar as Cataratas Argentinas, que exigem um dia inteiro; também não fizemos nenhuma incursão noturno na Argentina (cassinos, restaurantes, shows de tango)... e além disso gostaríamos de ter dedicado mais tempo em pelo menos dois locais que visitamos, as Cataratas Brasileiras e o Templo Budista.



HOTEL – ficamos hospedados no Mabu Interludium. As suas instalações são excelentes: (a) na parte de uso privativo, o quarto é ótimo, a cama é grande, o banheiro excelente (dividido em dois ambientes, um com vaso e chuveiro e outro com um grande balcão com pia e torneira), tem frigobar, ar condicionado e TV a cabo; e (b) na parte comum, possui piscina, spa (com massagens e outros opções, com pagamento em separado) e um bom restaurante (um pouco limitado em termos de opções de bebidas e com um preço talvez um pouco elevado para os itens de alimentação, mas nada que comprometa). O único ponto negativo seria o fato de estar afastado do centro, impondo sempre deslocamentos de veículo próprio ou de táxi. Se o objetivo da viagem for descansar, é uma excelente opção. Possui um bom custo-benefício.

CATARATAS DO IGUAÇU (LADO BRASILEIRO) – essas cataratas são consideradas uma das 7 maravilhas da natureza. O local é efetivamente deslumbrante; não há muito o que dizer; é necessário visitar e ver e sentir ao vivo. É um dos pontos turísticos do Brasil que deveria estar na lista de todos; ninguém deveria ser privado desse visual e da energia que o local possui. O ingresso no parque depende da compra de entrada e só pode ser realizado nos ônibus especiais que fazem o trajeto periodicamente. Fomos de carro até a entrada e deixamos o carro no estacionamento oficial, que é mais caro, mas é monitorado e seguro. Descemos no ônibus no ponto de início da trilha e caminhamos por ela (aproximadamente 1 km) entre árvores e quatis (que andam soltos por todo o caminho) sempre com as imagens deslumbrantes das cataratas ao nosso lado direito. Quase no final há um mirante que adentra o rio e nos coloca diretamente em contato com a força das águas... apenas eu entrei no mirante e como estava sem capa de chuva voltei totalmente molhado (chegando ao carro tive de me secar e trocar a camiseta... mas valeu muito... é um local de muita energia). O parque oferece uma série de outros passeios, a pé e pelo rio; como a tarde iríamos a Ciudad del Este, nossa opção foi pelo tour básico, que dura em torno de 3 horas. Em frente ao Parque das Cataratas fica o Parque das Aves, que não visitamos. Quem tiver tempo disponível a indicação é realizar ambas as visitas no mesmo dia, utilizando manhã e tarde. Os parques possuem locais onde é possível almoçar.



ITAIPU BINACIONAL – existem diferentes opções para quem desejar visitar a Usina de Itaipu; vimos pelo menos 3: (a) uma apenas externa, (b) uma especial, que inclui tour interno e externo; e (c) uma que privilegia a parte mais ambiental. Fizemos o especial, que dura em torno de duas horas, sendo uma em circuito interno pelas instalações da hidrelétrica e outra de ônibus, pela parte externa, com paradas para fotos. Todos os passeios são precedidos de um vídeo sobre a Usina. Itaipu foi eleita uma das 7 maravilhas da Idade Moderna e é outro passeio que não deve deixar de ser feito por quem visitar Foz do Iguaçu. As visitas à Itaipu dependem do pagamento de ingresso; e no caso da visita especial é necessário realizar reserva antecipada porque há horários específicos e limites quantitativos de visitantes. Possui restaurante aberto ao publico.


TEMPLO BUDISTA – nossa visita ao Templo Budista foi muito curta; apenas uma volta a pé pelos seus pátios, observando os grandes Budas e outras imagens, e um ingresso rápido do templo em si. Além do pouco tempo disponível estava se armando um temporal e não queríamos ser surpreendidos por ele (acabamos sendo alcançados por ele pouco depois de sairmos do templo). É muito bonito; menor do que já visitamos no Rio Grande do Sul, mas igualmente impactante. Merece uma visita com mais tempo, para passear calmamente entre as esculturas, apreciando a beleza e a energia de cada elemento e espaço disponibilizados ao público. Não há cobrança de ingresso.

TOUR DE COMPRAS EM CIUDAD DEL ESTE – optamos por atravessar a fronteira de Van, utilizando o serviço da agência que atende o hotel. É possível ir de carro próprio (a exigência é possuir o seguro Carta Verde), mas o trânsito no Paraguay é caótico. Se você for de carro a sugestão é deixa-lo nos estacionamentos de um dos dois principais shoppings, o “del Este” e o “Paris”. Ambos possuem estacionamentos amplos e gratuitos para seus clientes; e ficam em quadras vizinhas, sendo possível ir de um ao outro a pé. Como tínhamos apenas 5 horas disponíveis saímos do hotel com 3 destinos bem definidos: os dois shoppings já referidos e a “Monalisa”, que fica distante dos 2 aproximadamente 500 metros (se vai a pé sem nenhum problema... apenas cuidando para atravessar as duas e desviando do mar de gente que anda pelas calçadas); esses locais foram recomendados por uma amiga que mora em Foz do Iguaçu e também pelo pessoal da agência de turismo. Comprar no Paraguay já não tem tantas vantagens como no passado; na maioria das lojas e para a maioria dos produtos os preços são muito semelhantes aos praticados do Brasil, com a vantagem de que em nosso país temos garantia para os produtos, certeza da procedência e um Código de Defesa do Consumidor a nos proteger. Mas indo de loja em loja e procurando foi possível comprar alguns Whiskies e Licores com bons preços; da mesma forma alguns produtos de beleza, perfumes e maquiagem. Além disso compramos alguns acessórios para a GoPro. Nossas compras ficaram dentro da cota, até porque o carro está cheio de malas... kkkk... para quase um mês na estrada, com variações bastante grandes de temperatura, levamos muitas malas... e também compramos alguma coisa de artesanato em Santiago, San Pedro, Purmamarca e Tilcara. Em resumo: não nos pareceu que compense sair de nossas cidades para ir a Ciudad del Este apenas para fazer compras (como já ocorreu no passado); mas se você for por outro motivo (turismo ou trabalho) até Foz do Iguaçu, reserve uma manhã ou uma tarde para algumas compras... garimpando se encontra bons preços... mas é necessário foco no que se busca e limitar a busca a locais confiáveis. Finalizando: há anos tenho buscado um chapéu panamá legítimo, de enrolar, e não consegui encontrar no Brasil, no Uruguai, no Chile e na Argentina... pois lá estava ele no corredor do primeiro shopping que entramos no Paraguay... fabricado no Equador, onde são feitos os melhores. É claro que comprei... e por um preço bastante razoável. Agora tenho um chapéu que posso facilmente carregar na motocicleta.

PONTA GROSSA
(Parque Estadual Vila Velha)


Nosso projeto incluía uma visita ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa no Paraná. O horário de visitação, conforme havíamos visto no site, seria das 8:00 às 15:30. Algumas situações ocorridas na viagem (erro de trajeto na saída de Foz do Iguaçu, parada em blitz da PRF e muita chuva) nos atrasaram e chegamos ao Parque um pouco depois das 16:00 horas, quando já estava fechado. Além disso chovia muito. Nos informaram que o passeio completo leva em torno de 3 horas, com guia, e que é realizado quase todo ele caminhando. A opção, mantido o passeio, seria dormir em Ponta Grossa (situação já prevista no projeto original) e realizar o tour no sábado pela manhã. Mas a previsão do tempo, indicando chuva, nos fez desistir e enfrentar a estrada até Florianópolis no mesmo dia. Deixamos esse passeio para um outro momento; a ideia é pegarmos um final de semana e irmos na sexta para Curitiba, realizarmos o passeio no sábado (o Parque fica a pouco mais de 100 quilômetros da capital paranaense), retornando para Curitiba no final do dia. Dessa forma poderemos realizar o passeio e também aproveitar duas noites em Curitiba. Será um passeio de motocicleta, em um final de semana ensolarado.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

EXPEDIÇÃO CHILE - DIÁRIO DE BORDO 16

EXPEDIÇÃO CHILE – Diário de Bordo 16
(13-14 de janeiro de 2018 – Purmamarca e Tilcara)

Dia 13 de janeiro foi o dia de retornar à estrada depois de 5 dias e 5 noites em San Pedro de Atacama. Acordamos às 6:40 horas; e depois de nos vestirmos colocamos nossas malas no carro e fomo tomar café; um pouco antes da 8:00 horas saímos do hotel seguindo a rota indicada pelo GPS. Logo na saída da cidade encontramos uma Aduana e ficamos na dúvida se teríamos de realizar algum trâmite nela ou não; ela não estava aberta ainda; para evitar problemas, paramos e fomos perguntar a alguns guiar turísticos que estavam aguardando com grupos de turistas; nos informaram que nosso caso todo o procedimento seria em Passo de Jama; ali era apenas para quem se dirigia à Bolívia, cuja fronteira é muito próxima. Como a maioria dos anteriores, vamos escrever este diário em tópicos.

ROUPA - nesse trajeto alcançaríamos nossa maior altitude durante toda a viagem, próxima dos 4.800 metros acima do nível do mar; então é fundamental usar calça comprida, calçado fechado, uma camisa de manga comprida ou blusa e levar no carro pelo menos uma jaqueta. Se for de motocicleta, a roupa de viagem com forro térmico é indispensável; nesse dia e horário passamos em locais com temperatura abaixo de zero (-1º negativo para ser exato; mas sensação térmica, com o vento do deserto, é de temperatura inferior a essa).

TRAJETO – o trajeto até Purmamarca possui um pouco mais de 300 quilômetros e inclui a passagem pela Aduada integrada Chile Argentina, em Passo de Jama, onde há posto de combustível e uma lanchonete. Se você está de motocicleta a sugestão é completar o tanque nesse local; se está de carro, em direção à Salta, da mesma forma. Como iríamos ficar uma noite em Purmamarca, optamos por lanchar, mas não abastecemos pois tínhamos ainda dois terços do tanque. A próxima cidade, depois da Aduana, é Susquez, mas não vimos posto de combustível próximo à estrada.

ANIMAIS NA ESTRADA – durante todo o trajeto encontramos animais nas faixas laterais da estrada e, em pelo menos 3 situações, animais atravessando a estrada. Foram vicuñas (no trecho mais alto, ainda no Chile), burros e Lhamas (no trecho argentino). São animais de médio porte e um atropelamento pode causar um acidente grave, em especial no caso das motocicletas. Então não exagere na velocidade e não viaje a noite... e toda a atenção na pista e no que se encontra às suas margens.


DESLIZAMENTOS E TRECHOS COM PISTA ÚNICA – a rodovia, no trecho argentino onde inicia mais propriamente a descida dos Andes estava, quando passamos, com uma série de pontos com deslizamentos atingindo a pista. Em alguns deles havia apenas pista livre para passar um veículo por vez. Também encontramos máquinas realizando a limpeza e alguns trechos sem asfalto, em especial em curvas. Não é recomendável rodar nesse trajeto a noite; e mesmo durante o dia é preciso muito cuidado. Como estávamos preocupados em observar a pista, acabamos esquecendo de fotografar; temos apenas um vídeo parcial na GoPro. 

"REGALOS" PELO CAMINHO – na parte chilena viajamos sempre em grande altitude; a nossa vista era tomada por montanhas nevadas e vulcões; encontramos também algumas lagoas salgadas, com flamingos, e um riacho com as águas parcialmente congeladas. A quantidade de animais que se avista é bastante grande, de todo o trajeto, como já salientado no item anterior. Depois de passarmos a Aduana há um trecho sem nada a destacar... após Susques passamos pelas Salinas de Jujuy; é um visual bonito; há pontos para estacional, andar pelas salinas e fotografar. Mas a paisagem é realmente mais bonita quando no trajeto no meio das montanhas andinas, em especial quando se começa a descer; avistamos belos vales e cânions entre exuberantes montanhas que vão mudando de cor a medida que diminui a altitude.


COMBUSTÍVEL – chegando em Purmamarca descobrimos que não há posto de combustível na cidade e que precisaríamos ir à Tilcara para abastecer. A ida à Tilcara já estava na nossa agenda em razão da sugestão de amigos... então nenhum problema... mas pode ser problema para quem não tiver abastecido em Passo de Jara, pois ir à Tilcara implica em um desvio de aproximadamente 50 quilômetros (entrada e saída) para quem segue em direção à Salta.

PURMAMARCA – um vilarejo perdido no meio dos Andes, cercado de montanhas por todos os lados. É muito pequeno e fica à margem na rodovia (ou é cortado por ela, considerando que há duas pistas, uma nova que passa em paralelo, e outra mais antiga, praticamente por dentro). É um ponto de passagem onde muita gente se hospeda, indo ou voltando de San Pedro do Atacama. As ruas são de terra e quando acontece de chover, como ocorreu em nossa estadia, ficam tomadas de barro. Há algumas opções de locais para comer (mas é preciso não ser muito exigente) e vários hotéis e hostels. O povoado é conhecido em razão do “Cierro de Sete Colores” (ou “La Paleta del Pintor) que fica nas montanhas do lado direito que quem vem do Chile e que pode ser melhor avistado da praça central ou da entrada da cidade, vindo de Tilcara ou Salta. No dia em que chegamos ocorria uma festa popular, com músicos que utilizam um instrumento denominado de “caixa” tocando e cantando pela cidade. À noite, mesmo com um pouco de chuva, saímos para fazer um lanche; o principal problema foi encontrar local para estacionar... ao passarmos pela praça vimos que mesmo com tempo não favorável a festa continuava, com pessoas dançando na rua e músicos tocando na praça. No dia seguinte acordamos, tomamos café e em torno de 10:00 horas saímos do hotel com a ideia de passarmos na praça para fotografarmos “La Paleta” e rumarmos para Salta. Atrás da praça há uma pequena igreja construída no século XVII, também incluída no nosso roteiro. Ao chegarmos na praça ela estava tomada por dezenas de barracas de artesanato... então, além das fotografias, dedicamos um tempo para caminhar e olhar o que estava sendo oferecido... ficamos por ali em torno de duas horas. Na saída da cidade percebemos pelo espelho que a imagem de “La Paleta”, na saída/entrada da cidade, era ainda mais visível... então paramos e tiramos novas fotos. No local havia um ônibus do Brasil, da cidade de Erechim, e muitos carros de turistas argentino.


TILCARA – foi o grande ganho do dia. Fomos à Tilcara abastecer e almoçamos no restaurante que existe no único posto da cidade, logo na sua entrada. Depois entramos para conhecer. Há duas bonitas praças; na maior delas havia uma feira de artesanato montada em seu redor, deixando-a cercada, com entradas apenas nas quatro esquinas; as barracas ficam todas voltadas para o centro da praça. Havia peças bem interessantes, muitas de origem indígena, e com preços mais baixos que em San Pedro. A outra praça fica em frente à igreja e nela havia muitos grupos de jovens conversando, como é comum em cidades pequenas. A igreja é muito bonita e parece bastante antiga, em especial pelo seu interior com peças esculpidas em madeira. Ao retornar ao carro decidimos procurar no GPS por atrações... e ele indicou “Ruínas de Pukará” a 1,5 quilômetros... decidimos ver o que era. Ganhamos o dia! El Pucará de Tilcara é um sítio arqueológico e é mantido pela comunidade indígena; lá estão as ruínas e muitas construções restauradas de um antigo povoado, com séculos de existência. Por ele, além dos indígenas locais, também passaram os Incas, cuja presença pode ser percebida, entre outros locais, na construção denominada de “La Iglesia”, onde eram realizados os rituais de adoração ao sol e sacrifícios. Fica no ponto alto da cidade e de lá se tem uma vista exuberante da região. É cobrado ingresso que dá direito de acessar o sítio arqueológico, o jardim botânico e o museu (este fica no centro da cidade). Uma parada nessa região se justifica plenamente, se não por outro motivo, pelo menos para essa visita.

 



HOTEL – ficamos no hotel mais conhecido (e provavelmente mais caro de Purmamarca), recomendado por amigos e reservado pleo Booking: Terrazas de la Posta. É bem localizado, os quartos são amplos e confortáveis, há garagem coberta, mas foi uma decepção em vários pontos: (a) a internet não funcionava; a desculpa, à noite, foi a chuva; mas no dia seguinte, com sol, continuou não funcionando; (b) havia uma goteira no banheiro, que é possível perceber, pelo estrago no teto, que já existe há algum tempo; (c) a água não tem pressão; com isso na torneira há apenas um fio de água e o chuveiro não consegue abrir o jato d’água, parecendo uma bica; (d) no café da manhã, que a princípio estava bem servido, a reposição foi incompleta; alguns itens que a Sandra quis repetir não retornaram quando ocorreu foi realizada a reposição (mais tarde, quando retornamos para entregar a chave na portaria, percebemos que os itens haviam sido repostos... de qualquer forma a reposição foi seletiva, o que não deveria ocorrer; o itens consumidos deveriam ser repostos e disponibilizados aos demais hóspedes de forma imediata e integral); (e) na maioria das vezes que procuramos a portaria não havia ninguém; e quando havia não conseguia resolver o problema ou nos dar respostas satisfatórias; e (f) não garantem aos turistas estrangeiros que fazem reserva pelo Booking o direito de isenção do IVA; para ter esse direito precisaríamos, pela legislação, pagar com cartão de crédito estrangeiro, o que o hotel não permite aos hóspedes com reserva pelo aplicativo... isso gerou um aumento na faixa de 20% no valor que tivemos de pagar. Nossa experiência com certeza não foi positiva; não recomendamos... o custo (o mais alto de toda a nossa viagem) não justifica o que é oferecido. A sugestão, considerando que o que há para ver em Purmamarca, é “La Paleta”, é passar pela cidade, fazer a visita, tirar as fotos, e se hospedar em Tilcara.


Quanto ao nosso próximo Diário de Bordo, ele abrangerá o restante do trecho argentino, passando por Salta e Corrientes até chegar no Brasil. Não é um roteiro “turístico”, mas sim um trecho basicamente de rodagem e descanso... por isso a decisão de reunir o período de 14 a 16 de janeiro, até nossa chegada em Foz do Iguaçu, em único texto.